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Redação Exame
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 15h34.
O bitcoin vem se comportando cada vez mais como uma ação do setor de software. Em meio à recente correção do mercado, a criptomoeda passou a acompanhar mais de perto a queda das empresas de tecnologia ligadas a software, segmento que enfrenta pressão diante do avanço acelerado da inteligência artificial.
Segundo a ByteTree Research, a correlação entre o bitcoin e o iShares Expanded Tech Software ETF (IGV) atingiu 0,73 em uma base móvel de 30 dias. O indicador mede o quanto dois ativos se movem juntos. No acumulado do ano, o IGV registra queda próxima de 20%, enquanto o bitcoin recua cerca de 16%.
O IGV é composto majoritariamente por empresas de software e serviços, como Microsoft, Oracle, Salesforce, Intuit e Adobe. Embora o setor de tecnologia como um todo ainda mostre alguma resiliência, o Nasdaq 100 está apenas cerca de 4% abaixo de sua máxima histórica, as ações de software concentraram grande parte da pressão vendedora recente. Nesse ambiente, o bitcoin passou a se mover mais em linha com esse grupo específico do mercado do que com os índices mais amplos.
Para a ByteTree, a explicação para o enfraquecimento das ações de software está ligada à inteligência artificial. O rápido avanço rumo a sistemas de IA mais autônomos é visto como um desafio estrutural para modelos tradicionais de software. Nesse contexto, o bitcoin também acaba inserido nessa dinâmica. “Não há dúvida de que o bitcoin foi capturado pela venda do setor de tecnologia. No fundo, o bitcoin é uma ação da internet”, afirmou a ByteTree. “As ações de software foram as mais recentes vítimas, e o preço do bitcoin mostrou desempenho semelhante ao longo dos últimos cinco anos, com alta correlação.”
Outro analista citado pela gestora destaca que, em sua essência, o bitcoin é um software de código aberto, o que pode torná-lo menos imune aos mesmos riscos que afetam empresas do setor.
A ByteTree também lembra que, historicamente, mercados de baixa em tecnologia duram em média cerca de 14 meses. Como o atual movimento começou em outubro, isso sugere que a pressão pode se estender por boa parte de 2026. Ainda assim, a empresa observa que um ambiente econômico mais resiliente pode servir como fator de suporte para o bitcoin ao longo do período.
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