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STF revela uso de criptoativos e blockchain para compensação de emissões de carbono

Supremo Tribunal Federal fechou parceria com a Ambipar para a obtenção de créditos de carbono, incluindo o uso da tecnologia blockchain

STF: criptoativos estão sendo usados para compensar emissões de carbono (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

STF: criptoativos estão sendo usados para compensar emissões de carbono (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 20 de agosto de 2025 às 16h05.

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O STF (Supremo Tribunal Federal) revelou na última segunda-feira, 18, que está usando a tecnologia blockchain para realizar a compensação das suas emissões de carbono. O projeto envolve criptoativos emitidos pela empresa Ambipar que na prática representam em blockchain créditos de carbono.

Em um comunicado, o STF disse que recebeu nesta semana os certificados de créditos de carbono referentes às compensações de emissões de gases de efeitos estufa nos anos de 2023 e 2024. Os certificados incluem o número de série de cada crédito e uma prova "material, auditável e transparente" da compensação.

A iniciativa faz parte do "programa STF Carbono Zero" e surgiu a partir de uma parceria com a Ambipar. Segundo o STF, "um dos principais diferenciais desse acordo é o uso da tecnologia blockchain para converter os créditos de carbono em ativos digitais únicos ('tokenizar')".

"Cada tonelada de carbono compensada é convertida em um ativo digital exclusivo e rastreável, assegurando a integridade e a rastreabilidade do processo. A utilização desses créditos é registrada em uma plataforma pública e imutável, o que garante que os créditos não possam ser reutilizados ou manipulados", explica o comunicado.

Segundo o STF, a vantagem do uso da tecnologia blockchain nesse processo é que "qualquer pessoa pode verificar a origem e o destino dos créditos de carbono utilizados pelo STF". Não foi informado qual rede blockchain específica é usada para a emissão dos tokens.

"Ao adotar tecnologias emergentes como a tokenização e o blockchain, o Supremo se posiciona como uma instituição moderna e transparente, que busca soluções inovadoras para seus desafios e se coloca na vanguarda da governança digital e ambiental no setor público", diz ainda o tribunal.

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Apesar do STF não ter informado qual criptoativo está sendo usado na operação, a Ambipar lançou em 2021 o Ambify, um ativo que é resultado da tokenização de créditos de carbono. Com uso da tecnologia blockchain, o foco inicial do projeto era a venda de fração dos créditos no varejo.

Entretanto, a iniciativa também encontrou uma demanda entre empresas e outras instituições interessadas nos ganhos de transparência e rastreabilidade para os créditos de carbono por meio da tecnologia blockchain. Recentemente, a Ambify lançou em parceria com a B3 o AMBI, token voltado para o uso por empresas.

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