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Editor do Future of Money
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 12h08.
As stablecoins atingiram no último domingo, 18, um novo valor total recorde, indicando que o interesse por criptomoedas pareadas a outros ativos seguem crescendo, apesar de um cenário adverso para o mercado cripto em geral desde o último trimestre de 2025.
Dados da plataforma DeFiLlama mostram que a capitalização de mercado de todas as stablecoins disponíveis chegou à casa dos US$ 311 bilhões, batendo uma nova máxima. O valor total da categoria já havia atingido recordes ao longo do ano de 2025, refletindo uma demanda crescente.
Os dados mostram que o segmento ainda continua fortemente concentrado. A criptomoeda pareada ao dólar USDT, da Tether, é responsável sozinha por mais de US$ 187 bilhões dessa capitalização. A USDC, da Circle e também pareada ao dólar, vale US$ 74 bilhões.
Ou seja, combinadas, as duas stablecoins são responsáveis por mais de dois terços do valor de toda a categoria. As stablecoins pareadas ao dólar representam quase todo o valor do segmento, mostrando que a ligação com a moeda norte-americana ainda é mais atraente para investidores.
Apesar de existirem há anos, as stablecoins ganharam mais tração a partir de 2025, impulsionadas pela aprovação de uma regulação específica nos Estados Unidos. Desde então, a adoção por empresas e outros agentes institucionais disparou, expandindo o segmento.
O novo recorde também chama atenção devido ao momento ruim do mercado de criptomoedas. Após enfrentar uma forte queda no final de 2025, o bitcoin segue negociando próximo aos US$ 90 mil, com o setor enfrentando um forte marasmo e alternando entre quedas e lateralidade.
As stablecoins são criptomoedas pareadas a outros ativos, como ao dólar ou ao real. Isso significa que o valor do ativo digital sempre será correspondente ao valor do ativo real. Ou seja, 1 unidade de USDT ou de USDC sempre precisará ser equivalente a US$ 1.
Na prática, essas criptomoedas contam com reservas de diferentes ativos que garantem a paridade. Os casos de uso variam, indo desde exposição ao dólar até usos como pagamentos internacionais e envio de remessas de forma mais eficiente e barata.
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