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Direito e tecnologia (the-lightwriter/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 14h40.
O Comitê de Agricultura, Nutrição e Florestas do Senado dos Estados Unidos adiou para a última semana de janeiro a votação do projeto de lei que trata da estrutura do mercado de criptomoedas. A decisão foi anunciada pelo presidente do comitê, o senador John Boozman, que afirmou que, apesar dos avanços recentes nas negociações bipartidárias, ainda é necessário mais tempo para concluir pontos considerados sensíveis do texto.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, Boozman explicou que o adiamento tem como objetivo garantir que a proposta reúna apoio suficiente para avançar no Senado. Segundo ele, houve progressos significativos nas discussões ao longo do último fim de semana, mas permanecem divergências que precisam ser resolvidas antes da análise formal pelo colegiado.
Inicialmente, a votação estava prevista para o dia 15 de janeiro, em alinhamento com a agenda da Comissão Bancária do Senado, que também analisa temas relacionados à estrutura do mercado financeiro. O adiamento mantém indefinido o desfecho das negociações, que seguem sendo acompanhadas de perto pelo setor de criptomoedas e por representantes do mercado financeiro tradicional.
Entre os principais pontos de debate estão o tratamento regulatório das finanças descentralizadas, conhecidas como DeFi, e das stablecoins que oferecem rendimentos aos usuários. Fontes próximas às discussões indicam que esses temas ainda geram resistência entre parlamentares e entidades do setor financeiro, o que tem dificultado a construção de um consenso.
Na semana passada, representantes das indústrias de criptomoedas e de serviços financeiros participaram de uma reunião privada para discutir ajustes no texto. O projeto em análise no Senado tem origem em uma proposta apresentada em 2023 por um grupo bipartidário da Câmara dos Representantes, que foi aprovada naquela Casa em maio de 2024, mas permanece parada no Senado desde então.
Durante as negociações, a Securities Industry and Financial Markets Association, entidade que representa grandes instituições de Wall Street, pressionou por mudanças no texto, enquanto defensores do setor cripto buscaram limitar essas alterações. A Lei GENIUS, aprovada no ano passado, estabeleceu diretrizes básicas para a emissão de stablecoins, mas deixou em aberto a regulamentação de modelos que geram rendimento e de aplicações DeFi, transferindo essas definições para o atual debate sobre a estrutura do mercado.
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