Plataforma vai pagar recompensas em cripto para jogadores de LoL e CS:GO

Uma startup brasileira pretende ajudar jogadores comuns a monetizar suas conquistas em jogos como Leage of Legends, CS:GO e Valorant
League of Legends é um dos jogos online mais famosos do mundo e pode impulsionar adoção do play-to-earn (Mariana Fonseca/EXAME.com/Divulgação)
League of Legends é um dos jogos online mais famosos do mundo e pode impulsionar adoção do play-to-earn (Mariana Fonseca/EXAME.com/Divulgação)
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Mariana Maria Silva

Publicado em 09/05/2022 às 18:03.

Última atualização em 09/05/2022 às 18:46.

Além de se divertir com jogos famosos como League of Legends, Valorant e CS:GO, será possível ganhar dinheiro com eles mesmo que você não seja um streamer famoso ou jogador de ligas profissionais. Esta é a proposta da Mentora, uma comunidade gamer baseada em blockchain inédita no Brasil.

A ideia é unir o entretenimento gerado pelos melhores jogos do mercado ao modelo play-to-earn, que ganhou sucesso com jogos nativos em blockchain como Axie Infinity. Nele, jogadores ganham recompensas em criptomoedas por suas conquistas e evolução no jogo, de forma a gerar uma renda que se tornou essencial a muitos jogadores de países subdesenvolvidos como as Filipinas.

No entanto, apesar do sucesso significativo, a parcela de jogadores que se envolveram com os chamados “cryptogames” ainda é pequena. De acordo com uma pesquisa da Newzoo, apenas 1% recebe alguma remuneração por jogar videogames. Enquanto isso, o mercado de games movimentou US$ 175 bilhões e alcançou 3 bilhões de jogadores no último ano. O Brasil se destaca, ficando em 12º lugar entre os maiores países da indústria de games.

Este foi o principal motivo que impulsionou a criação da Mentora. De acordo com Pedro Felix, o CEO, a diversão e a jogabilidade ainda são fatores que pesam muito nas escolhas do jogador. “Entendemos que ganhar dinheiro é suficientemente legal para uma primeira ignição, mas no longo prazo, o gamer quer jogar o que gosta, e foi aí que desenvolvemos nossa proposta, aliando o que ele ama fazer com play-to-earn e sem custos de entrada”, contou em entrevista à EXAME.

“Nosso objetivo é descomplicar o mundo cripto para a comunidade gamer e democratizar o Esports. Vamos começar com os jogos que entendemos ser os principais e mais amados games do mercado, mas a cada trimestre vamos adicionar novos jogos, até cobrir parte relevante do ecossistema”, explicou, detalhando que a princípio, os membros da Mentora poderão lucrar jogando League of Legends, Valorant e CS:GO.

Com uma economia baseada nos tokens MWP e Mecoin, a Mentora vai recompensar os jogadores por seu desempenho na plataforma que será disponibilizada para o público geral ainda no terceiro trimestre de 2022. Os usuários vão precisar criar um perfil na Mentora e escolher entre duas modalidades para jogar: solo play e torneios entre equipes.

O MWP, ou Mentora Well Played, é o token de governança da plataforma. Com ele, é possível participar das decisões do projeto. O MWP também é o token que os melhores jogadores da plataforma recebem como recompensa. Por outro lado, a Mentora Coin (Mecoin), é utilizada para as transações no ecossistema da plataforma e suas atividades econômicas internas.

Para qualquer modo de jogo, a gestão e a transação da Mentora Coin (Mecoin) entre a carteira do jogador e a plataforma são operacionalizadas por intermédio de contratos inteligentes. Ambas as criptomoedas da plataforma são baseadas no blockchain da Polygon, que segundo os desenvolvedores da Mentora, possui uma arquitetura otimizada para realizar um alto número de transações com um baixo custo além de contar com a segurança da rede Ethereum e toda a sua confiabilidade.

“No final de cada partida os jogadores apontam seus resultados na plataforma do Mentora e com essa leitura os contratos inteligentes distribuem os ganhos entre os jogadores e os anfitriões conforme o regulamento do torneio ou da divisão do Mentora League”, explicou Pedro Felix ao Future of Money.

“A nossa ideia é que a plataforma seja uma possibilidade de monetização na jornada do jogador amador no Esports. Queremos democratizar este modelo, que hoje é apenas um sonho para a maioria dos jovens”, concluiu.

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