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O futuro no presente: como stablecoins e contratos inteligentes transformam o mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro já está vivenciando uma revolução silenciosa, impulsionada pelas stablecoins privadas e pela tecnologia de contratos inteligentes

. (Reprodução/Reprodução)
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 7 de setembro de 2024 às 11h00.

Mesmo antes da criação do Drex, a moeda digital oficial do Banco Central, diversas aplicações inovadoras estão surgindo, transformando a forma como serviços financeiros são prestados e geridos no país.

As stablecoins privadas, atreladas ao valor do Real, já permitem que transações sejam realizadas com segurança e rapidez, utilizando a tecnologia blockchain. O grande diferencial dessas moedas digitais reside na possibilidade de integração com contratos inteligentes, que são programas de computador desenhados para executar automaticamente determinadas ações quando certas condições são atendidas.

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Isso significa que, hoje, funções como a gestão de colaterais e a custódia de ativos podem ser automatizadas, eliminando a necessidade de intermediários tradicionais, como custodiantes e gestores de colaterais. O resultado é uma operação mais eficiente, transparente e com menores custos para os envolvidos.

Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central, ressalta que “a estrutura pensada a partir do Drex pode criar avanços no crédito colateralizado, o que pode reduzir os spreads por meio da redução de percepção de risco por parte de quem empresta os recursos”.

Essa perspectiva não só reafirma o potencial das stablecoins como instrumentos financeiros, mas também destaca a segurança e a confiança que o Drex trará ao mercado.

O comentário do diretor do Banco Central deve-se ao potencial no mercado dessa modalidade de crédito, onde o tomador oferece um ativo como garantia (colateral) para a realização do empréstimo. Sua abrangência é expressiva e vai desde financiamentos imobiliários a operações de crédito rural e empréstimos com garantia de veículos.

O principal exemplo no Brasil é o crédito imobiliário, que representou aproximadamente 70% do total de empréstimos concedidos no país. Muitas dessas transações foram realizadas com colateral (no caso, o próprio imóvel) por desempenhar um papel crucial na redução de risco para as instituições financeiras.

Essa prática não apenas aumenta a segurança do credor, mas também pode possibilitar taxas de juros mais baixas para o tomador devido à menor percepção de risco. Com o advento do Drex e a utilização de contratos inteligentes, o processo de gestão e verificação dessas garantias pode se tornar ainda mais eficiente, reduzindo custos e, potencialmente, ampliando o acesso ao crédito.

Entretanto, o potencial de uso dessas tecnologias ainda está apenas no começo. Embora algumas soluções já estejam sendo implementadas, há um vasto campo de oportunidades para novos empreendedores e instituições financeiras tradicionais explorarem.

A tecnologia de blockchain, os contratos inteligentes e as stablecoins oferecem um terreno fértil para a criação de produtos financeiros mais eficientes e acessíveis, que podem transformar profundamente o mercado como o conhecemos hoje.

A introdução do Drex, previsto para ser lançado em um formato padrão ERC-20, promete levar essa transformação a um novo patamar. Como uma stablecoin oficial, o Drex terá o respaldo institucional e a regulação do Banco Central, oferecendo ainda mais liquidez e confiança ao mercado.

Isso permitirá que as inovações já implementadas com as stablecoins privadas sejam ampliadas e consolidadas, beneficiando tanto empresas quanto consumidores.

Além disso, o Drex se encaixará perfeitamente em um ecossistema financeiro que está em plena transformação, com o Tesouro Nacional e a CVM já desenvolvendo iniciativas para o lançamento de títulos e valores mobiliários nativamente digitais.

Esses novos instrumentos, que serão ainda mais seguros do que os ativos tokenizados, por não enfrentarem os desafios jurídicos que essas tokenizações enfrentam, representam um passo importante para a modernização do mercado de capitais brasileiro.

O futuro do mercado financeiro brasileiro, portanto, não está apenas no horizonte – ele já está sendo construído no presente. Com stablecoins privadas e, em breve, com o Drex, o Brasil se posiciona na vanguarda da inovação financeira global, criando um ambiente mais seguro, eficiente e acessível para todos.

Agora é o momento ideal para que novos empreendedores e instituições financeiras tradicionais comecem a testar e desenvolver soluções utilizando blockchain, contratos inteligentes e stablecoins, impulsionando ainda mais essa revolução em curso.

*Dan Yamamura é sócio fundador das empresas Fuse Capital e BRX Finance.

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