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Governo nega recurso e mantém suspensão de recompensa em criptomoedas por registro de íris no Brasil

World, projeto que conta com Sam Altman como um dos criadores, decidiu suspender novos registros de íris no Brasil

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Repórter do Future of Money

Publicado em 25 de março de 2025 às 18h32.

Última atualização em 26 de março de 2025 às 10h27.

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou nesta terça-feira, 25, um recurso do World que buscava reverter a ordem de suspensão de recompensas em criptomoedas para brasileiros que realizaram um registro de íris. Com isso, a medida segue em vigor.

Ao justificar a manutenção da suspensão, o regulador explicou que "as soluções apresentadas pela regulada não atendem à determinação da ANPD, uma vez que ainda está caracterizada a contraprestação financeira pela coleta de dado pessoal sensível".

Além disso, "a alteração da hipótese legal do consentimento no presente caso não é admissível, já que não estão preenchidos os requisitos de mudanças circunstanciais genuínas que justificariam tal excepcionalidade". Por isso, o recurso foi negado pela autoridade.

A ANPD também estabeleceu uma multa diária de R$ 50 mil caso a atividade seja retomada ou haja algum descumprimento da decisão, citando um "risco iminente de dano grave e de difícil ou impossível reparação aos direitos fundamentais dos titulares de dados afetados".

O regulador determinou a suspensão em 24 de janeiro, afirmando que a concessão de criptomoedas — a Worldcoin — para os usuários após o registro "pode prejudicar a obtenção do consentimento do titular de dados pessoais". A decisão ocorreu após uma investigação.

Foi determinado ainda que "o tratamento de dados pessoais realizado pela empresa se revelou particularmente grave, considerando o uso de dados pessoais sensíveis e a impossibilidade de excluir os dados biométricos coletados, além da irreversibilidade da revogação do consentimento".

Após a decisão, o World decidiu voluntariamente suspender toda a operação de registro de íris para os usuários, não apenas a concessão das criptomoedas. Na época, a justificativa foi a necessidade de tempo para ter conformidade com as mudanças.

Lançado em 2023 por Alex Blania e Sam Altman, o World acumula problemas com reguladores de diversos países. O projeto chegou a operar no Brasil por algumas semanas de 2023, mas suspendeu as operações, caracterizadas como um "teste". Ele retornou para o país em novembro de 2024.

Em entrevista exclusiva recente à EXAME, o responsável pelo projeto no Brasil negou acusações de que o World envolve a "venda" da íris dos usuários e afirmou que o registro da íris é substituído por um código, evitando prejuízos para os usuários em caso de vazamentos.

A EXAME entrou em contato com o World para falar sobre a nova decisão da ANPD. Em nota, o projeto disse que "discorda respeitosamente da mais recente decisão da ANPD e adotará ações para poder oferecer ao Brasil a tecnologia capaz de combater golpes na internet e fraudes digitais".

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