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Fórum Econômico Mundial em Davos debate criptoativos e tokenização

Um dos maiores eventos da economia mundial contou com debates sobre criptoativos, blockchain e tokenização

 (Fabrice Coffrini/Getty Images)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 15h24.

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Nesta semana acontece o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O evento, que é um dos maiores do mundo sobre economia, reúne líderes mundiais, CEOs e grandes executivos para debater a situação atual e o futuro do dinheiro.

Entre as tecnologias que podem mudar a forma como lidamos com a economia, criptoativos e tokenização foram assuntos de debate dos primeiros dias do evento em Davos. André Portilho, sócio e head de Digital Assets do BTG Pactual, esteve no evento e compartilhou com a EXAME os principais destaques entre os dias 19 e 20 de janeiro.

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“Essa semana Davos se torna o centro das discussões econômicas globais. É aqui que acontece o Fórum Econômico Mundial, reunindo líderes políticos, CEOs e especialistas para debater os rumos da economia e dos mercados nos próximos anos”, disse ele em uma publicação nas redes sociais.

“O Brasil também participa ativamente dessas conversas. A Brazil House é um dos espaços institucionais do evento, com presença de empresas e representantes relevantes, entre eles o BTG Pactual como patrocinador, contribuindo para debates estratégicos sobre o futuro do país”, acrescentou.

O executivo revelou que temas como infraestrutura blockchain, stablecoins e tokenização estiveram em pauta. A regulação cripto nos Estados Unidos, que tem a votação iminente do Clarity Act, também foi motivo de debate. O presidente norte-americano, Donald Trump, realizou um discurso no Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira, 21.

Primeiro dia de Fórum Econômico Mundial

Em entrevista à EXAME, André Portilho revelou que o primeiro dia do evento teve dois destaques principais: a regulação cripto norte-americana e tokenização. Além dos painéis oficiais, o Fórum Econômico Mundial é um ambiente que incentiva encontros entre executivos, tomadores de decisão, reguladores, entre outros. O BTG Pactual marcou presença na Brazil House, a casa que representa o Brasil em Davos e fomenta encontros e a construção de relacionamentos institucionais.

“Em primeiro lugar, foi destaque no primeiro dia de encontros do Fórum Econômico Mundial a questão da regulação americana e a divergência entre a indústria cripto e os bancos nos Estados Unidos, a respeito do pagamento de yield ou não em cima de stablecoins. Isso está saindo no Clarity Act, que passa não só pela Comissão Bancária do Senado Americano, mas também na Comissão de Agricultura da Câmara. Essas divergências podem colaborar para um atraso na evolução da regulação dos Estados Unidos”, disse André Portilho à EXAME.

“Já o segundo ponto principal discutido neste dia foi o impacto que as stablecoins podem ter nas moedas de países emergentes, e esse assunto já foi comentado inclusive pelo BIS, o ‘Banco Central dos Bancos Centrais’. Havia algumas divergências nessa discussão, mas na minha opinião o impacto vai ser gigante e servirá de termômetro ou até moderador da política monetária dos países emergentes. Isso porque uma vez que as pessoas têm acesso, eventualmente elas podem sair das moedas ‘fracas’ as quais estão ‘presas’”.

Segundo dia de Fórum Econômico Mundial

“No segundo dia do Fórum Econômico Mundial, participei de um painel sobre tokenização do Global Blockchain Business Council, o qual fazemos parte no BTG. Discutimos se tokenização era hype ou realidade e, no começo, muitas pessoas abordaram a questão de liquidez, adoção e se estava na hora das coisas acelerarem realmente”, disse.

“Com a minha participação no painel, eu passei uma visão um pouco mais pragmática da coisa. Disse que a tokenização, apesar de poder estar presente em várias classes de ativos e em vários tipos de indústria, precisava focar mais no que tinha demanda e liquidez. A tokenização por si só não cria liquidez, essa é uma ideia errada que algumas pessoas têm”, acrescentou.

“Liquidez é uma questão impactada por vários fatores e o que estamos vendo acontecer em tokenização globalmente, primeiro com stablecoins, a tokenização do dinheiro, e depois com a crescente demanda por tokenização de títulos do Tesouro americano, vem do fato de serem ativos altamente líquidos, altamente utilizados e que com a sua tokenização, você consegue trazer eficiências para a cadeia e o dia a dia. Um exemplo disso é a gestão de colateral. Você pode movimentar dinheiro muito mais rápido e é nisso que deveríamos focar, porque é isso que, na minha opinião, vai impulsionar o crescimento da tokenização agora”, concluiu André Portilho à EXAME.

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