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Exclusivo: corretora de criptomoedas Coinext encerra atividades

Exchange brasileira é mais uma baixa provocada pela regulação do setor, juntando-se a NovaDAX e Digitra.com

O CEO e cofundador da Coinext, José Artur Ribeiro

O CEO e cofundador da Coinext, José Artur Ribeiro

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 09h18.

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A corretora de criptomoedas brasileira Coinext anunciou nesta quinta-feira, 3, que encerrou suas operações. O motivo citado para o fechamento, assim como ocorreu com as exchanges NovaDAX e Digitra.com, foi a regulamentação do mercado de criptoativos promovida pelo Banco Central.

“Avaliamos com cuidado o que seria necessário para continuar crescendo dentro desse novo cenário. Conversamos com potenciais parceiros, exploramos alternativas e nos dedicamos ao máximo para encontrar um caminho de continuidade dos negócios. No entanto, nenhuma das opções analisadas se mostrou viável”, informou a empresa em comunicado.

Também em nota, a empresa esclarece que a decisão de encerramento se aplica especificamente à operação de varejo da Coinext Exchange, enquanto a Coinext Asset, braço de gestão de ativos do grupo, não será afetada.

Com a decisão, a partir de hoje não será feito mais o cadastro de novos usuários, nem aceitos novos depósitos em reais e criptomoedas. As negociações de compra e venda de ativos, por outro lado, estarão disponíveis até 15 de outubro e o saque em cripto até o dia 20. A exchange pede para todos os clientes venderem seus ativos digitais até 15 de outubro.

A Coinext indicou as corretoras Mercado Bitcoin e OKX como alternativas para os clientes que quiserem continuar operando com criptomoedas. “A Coinext não responde pelos atos e serviços delas, e não recebe qualquer tipo de comissão ou compensação financeira por essa indicação”, ressalva o texto.

Onda de fechamento de corretoras de criptomoedas

Em mensagem aos clientes, José Artur Ribeiro, CEO e co-fundador da Coinext, anunciou com pesar o fim da corretora depois de dez anos de atividade.

“Fundamos a Coinext em 2017 com uma ideia simples: fazer com que qualquer brasileiro pudesse acessar o mercado cripto com segurança e confiança. Foram quase dez anos construindo isso ao lado de mais de 420 mil clientes e de um time que sempre colocou o cliente em primeiro lugar. Vimos o mercado nascer, amadurecer e se profissionalizar, e temos o orgulho de fazer parte disso desde o início. Hoje é um dia difícil, mas encerramos essa etapa com a mesma responsabilidade com que a começamos.”

A regulação de criptoativos brasileira publicada pelo BC começou a valer neste ano e todas as empresas do setor precisam entregar pedidos de autorização para operar como sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs) até 30 de outubro.

Os requisitos de capital mínimo regulatório estabelecidos pela autoridade monetária vão de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões a depender do risco da atividade exercida. Além disso, as companhias precisam praticar segregação patrimonial para separar os ativos dos clientes e da pessoa jurídica e implementar uma série de controles de prevenção à lavagem de dinheiro, auditorias internas e outras medidas de governança.

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