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Entradas em criptoativos batem recorde em 2025, diz JPMorgan

Banco estima US$ 130 bilhões em aportes em 2025, com varejo e tesourarias corporativas liderando a demanda por ativos digitais

JPMorgan: mercado projeta alta nas receitas com investment banking e trading (Mike Kemp/Getty Images)

JPMorgan: mercado projeta alta nas receitas com investment banking e trading (Mike Kemp/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 16h00.

Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 16h27.

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O banco de investimentos JPMorgan estimou que cerca de US$ 130 bilhões fluíram para ativos digitais em 2025, um volume aproximadamente um terço maior do que o registrado em 2024. Segundo a instituição, a maior parte da demanda no ano passado foi impulsionada por investidores de varejo e por tesourarias corporativas, com destaque para a Strategy, enquanto o próximo ciclo de crescimento pode ser liderado por investidores institucionais a partir de 2026, à medida que o ambiente regulatório evolui.

Em relatório divulgado nesta semana, analistas liderados por Nikolaos Panigirtzoglou afirmaram que, apesar da queda dos mercados de criptomoedas no último trimestre após nove meses de alta, os fluxos anuais aumentaram de forma significativa em relação ao ano anterior. Para chegar às estimativas, o JPMorgan agrega dados de fluxos de fundos cripto, posições implícitas em contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CME), captação de recursos por meio de venture capital e compras diretas de ativos digitais por tesourarias corporativas.

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O movimento de capital global em direção aos ativos digitais tem se consolidado como um dos principais indicadores do momento do mercado cripto, influenciando preços, liquidez e o desempenho de empresas ligadas ao setor. Após anos marcados por ciclos alternados de forte participação do varejo e retração institucional, a composição dos investimentos passou a ser cada vez mais afetada por fatores como regulação, condições macroeconômicas e a oferta de instrumentos financeiros, incluindo produtos negociados em bolsa, contratos futuros e estratégias corporativas de alocação em criptomoedas.

De acordo com o relatório, o avanço observado em 2025 foi impulsionado principalmente por demanda associada ao varejo, com destaque para os fluxos destinados a ETFs de bitcoin e ether, além das compras realizadas por tesourarias de empresas focadas em ativos digitais. Mais da metade do total estimado, cerca de US$ 68 bilhões, teria vindo dessas tesourarias. A Strategy respondeu por aproximadamente US$ 23 bilhões desse montante, em linha com suas aquisições realizadas em 2024, enquanto outras companhias elevaram suas compras para cerca de US$ 45 bilhões, ante US$ 8 bilhões no ano anterior.

A Strategy é atualmente a maior detentora corporativa de bitcoin e transformou seu balanço em uma aposta direta no valor de longo prazo da criptomoeda. Essa estratégia contribuiu para normalizar o uso do bitcoin como ativo de tesouraria entre empresas de capital aberto, ao mesmo tempo em que ampliou a exposição da companhia à volatilidade do mercado cripto e aproximou o desempenho de suas ações das oscilações do preço do ativo.

O relatório também aponta que esse impulso perdeu força no quarto trimestre, quando as compras por tesourarias desaceleraram de forma relevante após outubro. Paralelamente, a atividade institucional medida pelos futuros de bitcoin e ether negociados na CME enfraqueceu ao longo de 2025, sugerindo uma redução da participação de fundos de hedge e outros investidores profissionais em comparação com 2024.

A atividade de venture capital foi outro ponto de destaque. Embora o volume financeiro investido tenha registrado leve alta, o número de operações caiu e o foco se deslocou para rodadas mais avançadas, com menor participação em estágios iniciais. Segundo os analistas, parte do capital tradicionalmente destinado a investimentos de risco foi redirecionada para estratégias corporativas mais líquidas. Para os próximos anos, o JPMorgan avalia que os indicadores de fluxo e posicionamento começam a se estabilizar, abrindo espaço para uma retomada liderada por instituições em 2026, com a expectativa de maior clareza regulatória nos Estados Unidos atuando como possível catalisador.

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