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Cripto para todos: por que 2026 será o ano da grande adoção no Brasil

Com regulação à vista e integração ao sistema tradicional, ativos digitais avançam no Brasil, mas comunicação e educação financeira serão decisivas para a adoção em massa

Sol é uma das criptomoedas para ficar de olho em março (Reprodução/Reprodução)

Sol é uma das criptomoedas para ficar de olho em março (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 11h30.

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Por Giressi Contini*

Em 2025, o setor de ativos digitais viveu um ano de consolidação. O segmento, já recomendado por gigantes globais como BlackRock e Fidelity, despontou e reafirmou sua relevância. Não por acaso, houve o anúncio da regulamentação de ativos virtuais no Brasil, que entrará em vigor em fevereiro de 2026, além do avanço das stablecoins.

Em função desses movimentos e do fato de os ativos digitais estarem cada vez mais integrados ao mercado tradicional, o país deve entrar em uma nova fase de adoção em larga escala já no próximo ano.

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Simplificar o complexo será o grande norte do setor para concretizar o próximo ciclo de expansão. A orientação deve ser transformar a jornada do investidor em algo intuitivo e prático, por meio de um olhar de ponta a ponta que impulsione o acesso.

Neste ano, a quantidade de investidores cresceu 10%, segundo o Raio-X do Investidor em Ativos Digitais, do MB | Mercado Bitcoin. Imagine o potencial de aceleração desse crescimento ao colocar a experiência e a conexão com o usuário no centro, ampliando o debate para além do nicho e mostrando, na prática, que cripto pode e deve ser para todos, seja por meio de investimentos com tickets mais baixos e maiores rentabilidades, produtos com estrutura cripto dentro do segmento tradicional ou ao permitir transações e pagamentos com stablecoins de forma ágil.

No entanto, entre a perspectiva promissora para o próximo ano e o “criptonês” que ainda afasta parte do público, comunicar para um país com baixa educação financeira torna-se um desafio tão relevante quanto desenvolver bons produtos, além de crucial para a conquista de confiança. Até porque, apesar de muitos brasileiros afirmarem ter domínio sobre finanças, uma pesquisa da Ipsos de 2025 mostra que três em cada quatro ainda falham na compreensão de conceitos básicos.

E se o tradicional, já bem difundido, ainda não é plenamente compreendido, imagine os criptoativos, um universo em pleno desenvolvimento e ainda novo para muitos.

E, embora o Datafolha aponte que 25 milhões de brasileiros já tenham investido em ativos digitais, o setor ainda enfrenta a barreira de construir relevância junto a um público que sequer sabe o que são esses ativos e, ao mesmo tempo, ressignificar a percepção de quem conhece pouco o tema, mas ainda o associa a estereótipos infundados.

Entre tais estereótipos, persiste o mito de que criptomoedas seriam um instrumento central para a lavagem de dinheiro, por exemplo. Os dados mostram o contrário: em 2024, apenas 0,14% do volume global negociado em cripto esteve associado a endereços ilícitos, ante 0,61% em 2023, segundo o Crypto Crime Report 2025. No sistema tradicional, crimes financeiros movimentam até 2% do PIB global, uma proporção dezenas de vezes superior ao ecossistema cripto.

Por isso, falar de ativos digitais, seja com quem tem menor educação financeira ou com quem já carrega percepções pré-definidas, é fundamental para construir confiança e desmontar estigmas infundados. Quando o público se reconhece na narrativa e percebe a robustez já estabelecida do setor, cripto deixa de ser um “bicho de sete cabeças” e passa a fazer parte do dia a dia.

Novos diálogos que abrem caminho

Serão esses diálogos que ditarão 2026 e abrirão caminho para que a população brasileira, historicamente concentrada na poupança e recentemente evoluída para ganhar mais do que o CDI, conheça novas soluções capazes de trazer mais atratividade e autonomia à vida financeira e aprenda também sobre novos conceitos relevantes, como os impactos da desvalorização da moeda nacional e de moedas tradicionalmente vistas como seguras, como o dólar.

Um exemplo dentre as soluções é a Renda Fixa Digital, que, apenas em 2025, entregou um rendimento médio de 132% do CDI, superando a poupança e a renda fixa tradicional dos grandes bancos, além de contar com isenção de imposto de renda para investimentos de até R$35 mil por mês.

Outro caso são as stablecoins, que triplicaram de volume no mesmo período e se consolidaram como uma alternativa eficiente para transferências internacionais a qualquer dia e horário da semana, em contraste com o sistema financeiro tradicional, onde esse processo pode levar dias. Além disso, esses ativos permitem exposição ao dólar e, em alguns casos, a obtenção de rendimentos em torno de 5% ao ano, algo que o sistema financeiro tradicional não entrega de forma simples ou acessível.

Além disso, há os cartões com cashback em bitcoin, que permitem ao investidor obter grandes benefícios em seus investimentos por meio de um formato com o qual já está familiarizado.

É a partir dessas novas soluções que abrimos diálogos e fazemos com que produto, jornada e marca passem a se conectar e a moldar o setor ao longo do próximo ano.

Por isso, 2026 se apresenta como uma oportunidade concreta de colocar o cripto na mão de cada brasileiro, inserindo os ativos digitais no cotidiano e elevando sua adoção por meio da construção de confiança. O foco está em consolidá-los não como um investimento de nicho, mas como uma porta de entrada para caminhos financeiros mais eficientes, modernos e flexíveis.

Esse avanço será sustentado por um ecossistema no qual o usuário transita com fluidez entre investimentos, banking e pagamentos.

*Giressi Contini é Diretor de Marketing, Growth e Canais Digitais do MB | Mercado Bitcoin.

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