Michael Saylor (esq) e Tom Lee (dir)
Editor do Future of Money
Publicado em 20 de julho de 2026 às 17h20.
O cenário das empresas de capital aberto que compram criptomoedas apresenta uma disparidade curiosa entre duas de suas principais representantes.
Nesta segunda-feira, 20, a Bitmine, anunciou que comprou US$ 15 milhões na moeda digital ether e US$ 85 milhões em ações. Já a Strategy, de Michael Saylor, passou mais uma semana em branco, sem adquirir novos bitcoins.
Liderada por Tom Lee, um analista financeiro de Wall Street que se tornou o maior defensor da moeda digital da rede Ethereum, a Bitmine já é dona de 4,8% de todas as unidades de ether do mundo. O objetivo declarado da companhia é ter 5% da oferta total do criptoativo.
A empresa tem 5,78 milhões de tokens ETH e 207 bitcoins. Só na semana passada, a companhia adquiriu 7.430 ethers, o que é pouco considerando que a empresa chegou a comprar mais de 111 mil ETH em uma única semana em maio. Porém, uma nota informou que a redução no ritmo de compras foi devida à recompra de 5,5 milhões de ações.
Na comunicação, Lee destaca que a Bitmine comprou ether toda semana desde que começou sua estratégia de acumulação da moeda digital.
A mesma afirmação não pode ser feita pela Strategy, a maior tesouraria de ativos digitais do mundo, com 843.775 bitcoins.
Há mais de duas semanas, a Strategy não compra novas unidades da criptomoeda. Em vez disso, a empresa informou que aumentou suas reservas em dólar em US$ 225 milhões por meio da venda de ações ordinárias. O caixa da companhia agora soma US$ 3,2 bilhões.
Nas redes sociais, usuários notaram que o silêncio da Strategy não necessariamente significa pessimismo ou otimismo. Afinal, depois da pressão sobre o caixa da empresa no mês passado, aproveitar o momento para reforçar o caixa e garantir o pagamento de dividendos aos detentores de ações preferenciais talvez seja a melhor estratégia.
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