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Editor do Future of Money
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 10h00.
O bitcoin deve se consolidar em 2026 como o grande "ativo de proteção global" do mercado financeiro. A projeção faz parte de um relatório divulgado pela gestora 21Shares que reúne as principais tendências para o mundo das criptomoedas ao longo deste ano, com destaque para o avanço da institucionalização do setor.
Além da consolidação da criptomoeda como um "hedge global" para o portfólio de investidores, a 21Shares afirma que o ativo deve bater um novo recorde de preço ao longo deste ano. Por outro lado, a gestora se soma a outros especialistas que defendem que o tradicional ciclo de 4 anos do preço do ativo "se rompeu".
Segundo o relatório, a nova dinâmica para o preço do bitcoin passa pela consolidação dos ETFs e de investimentos por empresas e, até, fundos soberanos. Com isso, a criptomoeda deve contar com um ciclo marcado por uma liquidez maior e por uma participação crescente de investidores institucionais, o que tende a reduzir a volatilidade do ativo.
Russell Barlow, CEO da 21Shares, afirma que "agora, cada ciclo entrega menos retornos exponenciais, mas também correções bem mais moderadas, mostrando a evolução do bitcoin. O halving pode continuar a ser simbólico, mas não é mais o motor [do preço]".
"Desde 2024, a queda do bitcoin em relação às máximas históricas nunca ultrapassou 30%, em comparação com correções de mais de 60% em ciclos anteriores. Em suma, o bitcoin está se comportando menos como uma negociação de pequena capitalização no varejo e mais como um hedge macro global", defende.
Outra projeção da 21Shares é que o segmento de ETFs de criptomoedas deve ter um crescimento expressivo neste ano. Até o final de 2025, a categoria chegou a uma capitalização de US$ 250 bilhões. Para 2026, a expectativa da gestora é que o grupo de fundos de investimento chegue aos US$ 400 bilhões.
Duncan Moir, presidente da 21Shares, pontua que "só 27% dos ETPs de bitcoins nos Estados Unidos são gerenciados por contas institucionais. Ainda tem muito espaço para crescer”. Um fator determinante para esse crescimento será o lançamento de ETFs de novas criptomoedas, refletindo uma nova postura dos reguladores norte-americanos.
Já em relação às stablecoins - criptomoedas pareadas a outros ativos - a 21Shares acredita que o segmento saltará dos US$ 300 bilhões atuais para US$ 1 trilhão ainda em 2026, impulsionado por avanços regulatórios nos Estados Unidos e na Europa.
Outra tendência apontada pela 21Shares é a integração crescente entre a inteligência artificial e o mundo cripto, em especial nas áreas de pagamento e gestão de liquidez.
Maximiliaan Michielsen, estrategista de investimentos da 21shares, afirma que "a economia agêntica representa uma mudança fundamental nas finanças, onde agentes de IA gerenciam pagamentos, rendimentos e liquidez entre blockchains de forma integrada, reduzindo o atrito e as despesas operacionais".
"Com plataformas emergentes no campo, investidores e consumidores agora podem acessar estratégias financeiras sofisticadas e em várias etapas por meio de comandos de linguagem simples", diz.
Para o executivo, a combinação das tecnologias "não está apenas automatizando tarefas, mas criando uma classe totalmente nova de capital autônomo e investível, revelando eficiência, escalabilidade e oportunidades sem precedentes na economia descentralizada".
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