Future of Money

Bitcoin se aproxima de US$ 70 mil e supera ativos tradicionais

Especialista aponta para performance superior do bitcoin contra ativos como o ouro, prata e Nasdaq 100 desde a escalada de conflitos entre Irã, Israel e Estados Unidos

 (Sergey Shulgin/Getty Images)

(Sergey Shulgin/Getty Images)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 9 de março de 2026 às 11h49.

Tudo sobreBitcoin
Saiba mais

Nesta segunda-feira, 9, o bitcoin volta a se aproximar de US$ 70 mil. A maior criptomoeda do mundo, que é negociada em queda de quase 50% desde sua máxima histórica em US$ 126 mil, ainda apresenta performance positiva desde a escalada de conflitos no Oriente Médio.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 69.325, com alta de 0,2% nas últimas 24 hora, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula alta de aproximadamente 4%.

  • Acesse o ouro sem burocracia pela Mynt, do BTG Pactual. Invista em PAXG com baixo custo, liquidez imediata e proteção em tempos de incerteza. Comece agora e ganhe cashback de R$ 50 em bitcoin para investimentos a partir de R$ 500 com o cupom FOM50, válido até 30/06/2026.

"Apesar da volatilidade recente, o bitcoin tem mostrado resiliência em meio ao atual cenário macroeconômico e geopolítico. Desde o início do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o ativo é negociado próximo de US$ 70 mil, superando o desempenho de vários ativos tradicionais. No mesmo período, ouro caiu cerca de 5% e a prata recuou 12%, enquanto índices como Nasdaq 100 e S&P 500 registraram leves quedas, indicando que o BTC tem conseguido se manter relativamente mais forte que outros mercados", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

O que está acontecendo nos mercados?

"O fim de semana trouxe pressão para os preços após um relatório de emprego mais fraco nos EUA, que elevou preocupações com um possível cenário de estagflação — crescimento mais lento combinado com inflação persistente. Os dados mostraram queda de 92 mil vagas no payroll e aumento da taxa de desemprego para 4,4%", disse Guilherme Prado.

"Nesse contexto, o bitcoin chegou a recuar para abaixo de US$ 70 mil, acompanhando o movimento de maior cautela observado em outros ativos de risco. Por outro lado, alguns sinais continuam apontando para uma melhora no sentimento do mercado. Os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos registraram duas semanas consecutivas de entradas líquidas pela primeira vez desde outubro de 2025, com US$ 787 milhões na semana encerrada em 27 de fevereiro e US$ 568 milhões entre 2 e 6 de março", acrescentou.

"O movimento marca uma reversão importante após cinco semanas seguidas de saídas, que haviam somado mais de US$ 3 bilhões. No conjunto, esses fatores mostram que, embora o Bitcoin ainda reaja ao ambiente macro global e aos movimentos de liquidez — muitas vezes acompanhando ativos de risco no curto prazo —, o fluxo institucional e o desempenho relativo frente a outros ativos continuam sendo sinais relevantes de suporte para o mercado", concluiu o especialista.

Acompanhe tudo sobre:BitcoinCriptoativosCriptomoedas

Mais de Future of Money

Os 7 principais suspeitos de serem Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

Bernstein diz que mercado do bitcoin já precificou risco quântico

Ethereum dispara mais de 8% em dia de rali das criptomoedas

Bitcoin dispara e se aproxima de US$ 75 mil, com maior capacidade de sustentar ganhos