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Bitcoin despenca e acumula queda de 50% desde máxima histórica

Maior criptomoeda do mundo chegou a cair para US$ 60 mil, preço não visto há mais de um ano

 (Reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 10h58.

Última atualização em 6 de fevereiro de 2026 às 11h59.

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Nesta sexta-feira, 6, o bitcoin se encaminha para um encerramento de semana útil no vermelho. A maior criptomoeda do mundo é negociada em queda de quase 50% desde sua máxima histórica, em agosto de 2025, chegando a despencar para a casa dos US$ 60 mil.

No momento, o bitcoin é negociado em US$ 67.342, com alta de 1,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. A criptomoeda acumula queda de mais de 18% nos últimos sete dias.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, atingiu um de seus menores números, sinalizando "medo extremo" em 9 pontos.

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"O bitcoin aprofundou sua correção após o vencimento de aproximadamente US$8,5 bilhões em opções no dia 30 de janeiro. A perda do suporte em US$81,9 mil acionou uma dinâmica de liquidações em cascata, com fechamento forçado de posições alavancadas e chamadas de margem no mercado futuro", explicou Taiamã Demaman, analista-chefe da Coinext.

Esse movimento técnico encontrou terreno fértil em um ambiente macroeconômico defensivo. A subida histórica de ativos tradicionalmente considerados porto seguro, como ouro e prata, sinalizou uma retração generalizada no apetite por risco. Isso provocou uma saída de capital dos ativos mais voláteis, como o bitcoin, acelerando a correção", acrescentou.

"Porém, foi a perda da zona dos US$73 mil, antigo suporte de curto prazo, que consolidou o cenário de baixa. Para que o quadro começasse a se reverter, o preço precisaria recuperar e sustentar acima desse nível, o que não aconteceu", concluiu o especialista.

O bitcoin ainda pode voltar a subir?

"Apesar de tecnicamente possível, a retomada parece improvável diante da atual força vendedora e da ausência de sinais claros de reversão. O nível de US$73 mil, agora convertido em resistência, se tornou o principal ponto de virada no médio prazo", disse Taiamã Demaman, analista-chefe da Coinext.

"Com a perda do nível de US$66 mil, o mercado passa a olhar a região dos US$61 mil como um suporte intermediário, onde pode haver alguma tentativa de defesa por parte dos compradores. Caso a pressão vendedora continue e esse patamar não se sustente, o próximo suporte realmente relevante aparece em US$55 mil, que deve ser o fundo do bitcoin nesse bear market', acrescentou.

"Em resumo, o bitcoin segue em fase de correção, sem sinais claros de reversão no médio prazo. O cenário exige cautela e foco na proteção de capital. Estratégias de compra graduais, como o DCA, ganham relevância à medida em que o preço cai e se aproxima de suportes considerados “fundos” do ciclo, que podem representar bons pontos de entrada para quem foca no longo prazo", concluiu.

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