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Em US$ 66 mil, bitcoin é negociado "de lado" e tem expectativa negativa

Especialista aponta expectativa negativa para o bitcoin no curto prazo; entenda

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 31 de março de 2026 às 10h19.

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Nesta terça-feira, 31, o bitcoin ainda é negociado "de lado", na casa de US$ 66 mil, com pouca variação nas últimas 24 horas. A maior criptomoeda do mundo apresenta expectativa negativa no curto prazo, segundo um especialista da Boost Research, que aponta possíveis impactos da continuidade da guerra no Oriente Médio.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 66.856, com alta de 0,2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de 5,6%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 11 pontos.

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"Os mercados globais seguem sob forte pressão com a continuidade da guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo em níveis elevados e próximo de um dos maiores ralis mensais da história. O choque energético tem elevado os temores de inflação global e desaceleração econômica, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram e o dólar se fortaleceu como principal ativo de proteção. Bolsas globais acumulam perdas relevantes ao longo do mês, refletindo um ambiente de forte aversão ao risco e deterioração das condições financeiras globais", disse André Franco, CEO da Boost Research.

Previsão para o bitcoin

"O bitcoin apresenta expectativa de curto prazo negativa. O ambiente macro atual é claramente adverso para ativos de risco: petróleo elevado pressiona a inflação, o que reduz expectativas de cortes de juros e mantém a liquidez global restrita", acrescentou.

"Além disso, o fortalecimento do dólar intensifica a saída de capital de ativos mais voláteis. A manutenção do BTC abaixo da região de US$ 70 mil indica perda de momentum no curto prazo. O cenário mais provável é de continuação da pressão podendo variar na faixa entre US$ 66.5 mil e US$ 69.5 mil, com risco de novas quedas caso o fluxo macro continue deteriorando", concluiu o especialista.

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