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Editora do Future of Money
Publicado em 29 de maio de 2026 às 11h20.
Última atualização em 29 de maio de 2026 às 11h47.
Nesta sexta-feira, 29, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 72 mil após ter passado um tempo considerável do mês negociado "de lado" em US$ 77 mil. A maior criptomoeda do mundo estaria "pressionada" por dois vetores de volatilidade diferentes, segundo um especialista do BTG Pactual ouvido pela EXAME.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 72.838, com queda de 0,6% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos trinta dias, a criptomoeda acumula queda de 4,9%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 23 pontos. O indicador que vai de 0 a 100 passou boa parte de 2026 em sua extremidade negativa, mas chegou a sinalizar comportamento neutro por um curto período entre abril e maio.
"O bitcoin chega nesses últimos dias do mês pressionado por dois vetores relevantes de volatilidade. O primeiro é o vencimento de mais de US$ 6 bilhões em posições no mercado de derivativos, que pode gerar ajustes técnicos importantes ao longo do dia. O segundo é a continuidade da pressão nos ETFs, que têm sido o principal catalisador da queda no mês e já acumulam US$ 2,3 bilhões de fluxo negativo em maio, o terceiro maior fluxo líquido negativo mensal desde o início dos ETFs", disse Vinicius Bitelo, analista de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual.
Além disso, Bitelo apontou que há no momento um risco adicional para o bitcoin: a Strategy, empresa listad em bolsa que mais investe na criptomoeda, corre o risco de ter que vender parte de seus bitcoins.
"O mercado começa a precificar um risco adicional ligado à Strategy. Após a empresa reduzir seu caixa em cerca de US$ 1,5 bilhão na última segunda-feira, investidores passaram a questionar sua capacidade de sustentar o pagamento de dividendos do STRC sem recorrer a novas captações ou, em um cenário mais estressado, à venda de parte dos seus bitcoins", explicou o analista.
"Por outro lado, vemos o crescimento de uma nova empresa tentando replicar parte desse modelo: a Strive. A companhia vem utilizando uma estrutura de ações preferenciais, paga dividendos próximos de 13% ao ano e, a partir de julho, deve passar a fazer pagamentos diários. Somente nesta semana, a empresa adicionou perto de 2 mil BTC à sua estratégia de tesouraria, o que pode ganhar escala nos próximos meses caso a demanda por esse tipo de instrumento continue crescendo", acrescentou.
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