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Cenário de risco elevado: em US$ 91 mil, bitcoin pode cair mais?

Especialista do BTG aponta que maior criptomoeda do mundo ainda mantém tendência de alta, mas depende de "fator determinante" para voltar a subir

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 10h09.

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Nesta terça-feira, 20, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 91 mil após ter se aproximado dos US$ 100 mil na última semana. A maior criptomoeda do mundo enfrenta um movimento de correção de preço com a escalada nas tensões comerciais entre EUA e União Europeia envolvendo a Groenlândia. Apesar disso, um especialista do BTG aponta que o bitcoin mantém tendência de alta, mas dependerá de um "fator determinante" para voltar a subir.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 90.943, com queda de 0,2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo" em 44 pontos.

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"O mercado de criptoativos começou a semana em queda, com o ambiente macro e geopolítico pesando nas cotações. As tensões comerciais entre EUA e União Europeia envolvendo a Groenlândia escalaram, com o quadro adicionando incerteza e risco de retaliações, contaminando o apetite por risco global", disse Matheus Parizotto, analista chefe de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual.

"A correção foi amplificada por liquidações de posições alavancadas e pela ausência de referência das bolsas americanas, fechadas pelo feriado, justamente quando os ETFs de bitcoin vinham mostrando aceleração de entradas de capital, com US$ 1,42 bilhão na última semana, sinalizando retomada do interesse pelo ativo", acrescentou.

"Do lado técnico, o bitcoin ainda preserva a tendência de alta, mas precisa se manter acima de US$ 90.5 mil para evitar reversão e abrir espaço para uma nova dinâmica vendedora mais acentuada. Neste cenário de risco elevado, os fluxos em ETFs serão determinantes para a sustentação dos preços", concluiu o especialista.

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