(reprodução/Reprodução)
Editora do Future of Money
Publicado em 19 de maio de 2026 às 10h17.
Nesta terça-feira, 19, o bitcoin se mantém na casa dos US$ 76 mil, com pouca variação nas últimas 24 horas. A maior criptomoeda do mundo estaria sob "forte pressão" segundo especialistas, depois da escalada de conflitos entre Estados Unidos e Irã.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 76.797, com queda de 0,9% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de 5%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado, voltou a sinalizar "medo extremo" em 25 pontos. O indicador que vai de 0 a 100 registrou comportamento de "medo extremo" durante boa parte dos primeiros meses do ano, mas havia voltado a subir nas últimas semanas.
"O bitcoin segue operando sob forte pressão, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados globais em meio à escalada das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O avanço dos preços do petróleo e do gás reforça preocupações inflacionárias e reduz o apetite por ativos mais voláteis, como as criptomoedas", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.
"A saída de US$ 649 milhões dos ETFs à vista de bitcoin em um único dia mostra que parte do capital institucional adotou uma postura mais defensiva no curto prazo. Caso esse movimento de retirada continue, o BTC pode permanecer pressionado e testar novamente a região de demanda dos US$ 70 mil", acrescentou.
Já do ponto de vista da análise técnica, Matheus Parizotto, analista-chefe de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual, apontou que o bitcoin "mostrou fraqueza ao encontrar resistência na região dos US$ 82 mil, onde passa a média móvel de 200 dias e o custo médio de aquisição de investidores de longo prazo (STH-RP), e voltou a corrigir. Com isso, a perspectiva para a semana fica mais cautelosa, especialmente se o humor global continuar piorando".
"O mercado de criptoativos começa a semana em modo de cautela. Apesar de um calendário de dados mais leve, a atenção do mercado se volta para os resultados da Nvidia, os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã e, principalmente, a transição no Fed, com Kevin Warsh assumindo em um ambiente de inflação ainda pressionada pela alta do petróleo. A curva de juros já embute chance relevante de alta até dezembro, combinação que normalmente pesa sobre ativos de risco", disse Matheus Parizotto.
"Essa leitura já começa a aparecer nos fluxos. Os ETFs de BTC tiveram resgates bilionários na última semana, interrompendo uma sequência de seis semanas consecutivas de captação e voltaram a registrar saídas de US$ 648,64 milhões ontem. Isso não anula a melhora vista desde o fim de fevereiro, mas acende um sinal de alerta no curto prazo e sugere um mercado mais sensível ao noticiário dos próximos dias", acrescentou.
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