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Bitcoin cai com correção e analistas veem mau sinal na perda dos US$ 65 mil

Investidores reagem mal ao aumento de juros na Coreia do Sul, algo que novamente adia o sonho de uma alta mais forte dos ativos digitais

 (Reprodução/Reprodução)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 16 de julho de 2026 às 10h57.

Última atualização em 16 de julho de 2026 às 11h40.

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O bitcoin opera em queda nesta quinta-feira, 16, corrigindo parte dos ganhos da semana. Ontem, a maior das criptomoedas chegou a alcançar os US$ 65.556 na máxima do dia, o preço mais alto registrado pelo ativo desde o dia 17 do mês passado. No entanto, a resistência vendedora nessa região de preços pesou, assim como mais uma notícia negativa no cenário macroeconômico.

O mercado reagiu negativamente à decisão do banco central da Coreia do Sul de elevar os juros pela primeira vez desde janeiro de 2023. A autoridade monetária subiu as taxas de 2,5% para 2,75% ao ano. Com isso, o país se torna mais um a apertar as condições monetárias e reduzir a liquidez para conter a inflação que cresceu globalmente com o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Neste ambiente, a maioria das bolsas de valores internacionais caem, um movimento que é espelhado pelo mercado de criptoativos.

Às 10h50 (horário de Brasília) o bitcoin caía 1,2% em um período de 24 horas, a US$ 64.160 por unidade.

Em relatório, a consultoria Vault Capital destaca que a rejeição do rompimento dos US$ 65 mil é um mal sinal. A zona de preços reúne resistência técnica, zona de congestão histórica e parede de posições em derivativos.

“São três camadas de defesa no mesmo lugar, e cada teste rejeitado fortalece a região em vez de desgastá-la”, afirma a Vault. Para a consultoria, a única coisa que pode mudar o sinal e trazer esperança de novas altas é uma invalidação dos US$ 65 mil. Até lá, a criptomoeda deve continuar operando entre US$ 62 mil e US$ 65 mil.

Já Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da corretora Bitget para a América Latina, ressalta que a volatilidade implícita de 30 dias do bitcoin permanece em 38%, abaixo da marca de 40%.

“Historicamente, esse patamar costuma anteceder períodos de maior volatilidade, indicando que o mercado ainda pode estar sujeito a movimentos mais intensos nas próximas semanas, especialmente diante das incertezas macroeconômicas e geopolíticas”, avalia Herrera.

ETFs e Indicadores

Ontem foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 107,7 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista negociados nas bolsas dos EUA. Foi o segundo pregão consecutivo com mais compras do que vendas neste tipo de fundo.

O principal alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 80,8 milhões de entrada líquida de capital.

Nos ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 53,9 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu de 37 para 34 pontos de ontem para hoje, mostrando uma piora no sentimento do mercado. O indicador continua na zona que indica predominância do “medo”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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