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Bitcoin sobe e supera os US$ 65 mil pela 1ª vez desde 22 de junho

Investidores se animam com mais um dado abaixo do esperado sobre a inflação nos EUA, melhorando o cenário de política monetária

 (Reprodução/Reprodução)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 15 de julho de 2026 às 11h05.

Última atualização em 15 de julho de 2026 às 11h27.

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O bitcoin opera em alta nesta quarta-feira, 15, consolidando-se acima dos US$ 65 mil por unidade pela primeira vez desde 22 de junho. A valorização vem na esteira de mais um dado de inflação dos Estados Unidos.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA caiu 0,3% em junho em relação a maio, enquanto os economistas previam estabilidade. Junto com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que teve deflação de 0,4%, os dados mostram uma melhora importante no ambiente econômico do país.

Diante disso, as bolsas e as criptomoedas sobem com um maior apetite por risco. Afinal, se a inflação dos EUA diminuir, o Federal Reserve (Fed) poderá desistir de elevar os juros neste ano. Isso seria importante para manter a liquidez global elevada e aumentar a atratividade de ativos de risco contra a renda fixa.

Às 10h59 (horário de Brasília) o bitcoin subia 2% em um período de 24 horas, a US$ 65.063 por unidade.

Segundo Fabricio Tota, vice-presidente de negócios cripto do Mercado Bitcoin, o movimento do BTC mostra que o mercado conseguiu transformar o alívio macroeconômico em recuperação técnica.

“Agora, o ponto principal é observar se o bitcoin consegue sustentar a média móvel de 200 semanas como suporte. Se conseguir, a chance de novo teste entre US$ 65 mil e US$ 67 mil aumenta. Se perder essa região novamente, os US$ 63 mil e depois os US$ 60 mil voltam a ser os principais níveis de defesa”, afirma Tota.

ETFs e Indicadores

Ontem foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 181,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista negociados nas bolsas dos EUA.

O principal alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 138,9 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Já nos ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 58,3 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu de 31 para 37 pontos de ontem para hoje, mostrando uma melhora no sentimento do mercado. O indicador continua na zona que indica predominância do “medo”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

Cenário geopolítico

Apesar dos indicadores de inflação dos EUA aliviarem o mercado do ponto de vista macroeconômico, o cenário geopolítico pode voltar a pressionar a inflação, com o recrudescimento do conflito entre EUA e Irã.

A nação persa voltou a fechar o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa um quinto do petróleo do mundo, e os norte-americanos reagiram retomando o bloqueio naval ao Irã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que pretende atacar a montanha de Pickaxe, onde fica o programa nuclear iraniano.

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