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Em US$ 66 mil, bitcoin tem recuperação, mas investidores seguem cautelosos

Cenário macroeconômico favorável foi um dos principais fatores para a recente recuperação da maior criptomoeda do mundo

PMEs estão ganhando dinheiro e eficiência ao adotar moedas digitais (KTSDesign/Science Photo Library/Getty Images)

PMEs estão ganhando dinheiro e eficiência ao adotar moedas digitais (KTSDesign/Science Photo Library/Getty Images)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 16 de junho de 2026 às 09h52.

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Nesta terça-feira, 16, o bitcoin se mantém negociado na casa dos US$ 66 mil, patamar de preço que atingiu após uma recuperação significativa. Anteriormente, a maior criptomoeda do mundo havia chegado a cair para US$ 60 mil, cotação que marca a queda de mais de 50% desde sua máxima histórica em US$ 126 mil, atingida em outubro de 2025.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 66.366, com queda de 0,1% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos trinta dias, a criptomoeda ainda acumula queda de 15%, apesar da alta acumulada de 6,1% nos últimos sete dias.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, ainda sinaliza "medo extremo" em 23 pontos.

"O bitcoin estende sua recuperação e negocia acima de US$ 66.500, acumulando quatro sessões consecutivas de alta, impulsionado por um ambiente macroeconômico mais favorável. A redução das tensões geopolíticas após o acordo entre Estados Unidos e Irã ajudou a melhorar o apetite por risco dos investidores, enquanto a queda do petróleo aliviou preocupações inflacionárias de curto prazo. Esse cenário favoreceu tanto os mercados tradicionais quanto os ativos digitais, permitindo que o BTC recuperasse parte das perdas recentes", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.

"Apesar do movimento positivo, os investidores seguem cautelosos. Os ETFs à vista de bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 64 milhões na segunda-feira, embora em ritmo significativamente menor do que nas últimas semanas, indicando uma possível redução da pressão vendedora institucional. No campo técnico, o Índice de Força Relativa (RSI) permanece próximo de 45 pontos, sugerindo que o ativo ainda não entrou em uma zona de forte impulso comprador, embora a pressão vendedora esteja perdendo intensidade", acrescentou.

No que ficar de olho

Gil Herrera apontou que o cenário macroeconômico continuará tendo importância significativa ao longo da semana, que está repleta de divulgações de dados e decisões monetárias.

"As atenções agora se voltam para o Federal Reserve, que divulgará amanhã sua decisão sobre a taxa de juros. Além do anúncio em si, o mercado estará atento aos sinais da autoridade monetária sobre os próximos passos da política monetária, fator que poderá definir o comportamento dos ativos de risco, incluindo o bitcoin, no curto prazo", disse.

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