(Reprodução/Reprodução)
Editor do Future of Money
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 11h47.
O bitcoin opera em alta nesta terça-feira, 13, recuperando-se da queda do dia anterior (feriado no Brasil), que levou a maior das criptomoedas aos US$ 81 mil. No entanto, a volatilidade ainda pode voltar conforme serão divulgados amanhã os dados de inflação dos Estados Unidos.
Hoje, a recuperação do BTC não é acompanhada pela maioria das outras moedas digitais e também vai na contramão do desempenho das empresas de chips de memória.
O índice KOSPI, da bolsa de valores da Coreia do Sul, despencou 5,46% pressionado pelas quedas das ações da Samsung e da SK Hynix. As baixas vieram em meio a preocupações com o aumento da concorrência de fabricantes chinesas de chips, tais quais a ChangXin Memory Technologies (CXMT).
Às 11h37 (horário de Brasília) o bitcoin subia 0,9% em um período de 24 horas, cotado a US$ 83.498.
Em relatório, a consultoria Vault Capital afirma que o bitcoin passar por uma das quedas mais fortes do ano no setor de tecnologia “sem sentir” é o tipo de comportamento que aparece quando o ímpeto dos vendedores no mercado atingiu seu limite.
Ao longo da semana, Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, diz que a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA referente a setembro será o principal fator de atenção dos investidores. O indicador sai amanhã às 9h30.
“A inflação anual é projetada em 3,6%, acima dos 3,4% registrados no mês anterior, enquanto o núcleo deve ficar em 2,5%. Um resultado acima das expectativas pode aumentar a pressão sobre os ativos de risco, enquanto números mais favoráveis podem dar sustentação à recuperação do bitcoin”, argumenta Cheung.Usando análise técnica, Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault, afirma que o custo médio dos compradores de bitcoin no curto prazo, nos US$ 80,8 mil, segurou duas vezes a queda do criptoativo.
Gráfico do bitcoin em 13 de outubro de 2026
“Se cair abaixo desse patamar no fechamento, o desenho se desfaz, e os US$ 79 mil voltam para o mapa. Para cima, falta reconquistar os US$ 84 mil a US$ 85 mil. Se isso acontecer, a alta volta a andar em ondas”, avalia o especialista.
Ontem, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 65,4 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA.
O maior alvo do fluxo vendedor foi o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 65,4 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi negativo em US$ 85,4 milhões. Foi o décimo pregão consecutivo de saída de capital para os ETFs de ETH.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 53 para os 55 pontos. Com isso, o sentimento do mercado se mantém na zona considerada “neutra”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok