Representação do bitcoin (crédito: Kanchanara/Unsplash)
Editor do Future of Money
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 11h19.
Última atualização em 6 de agosto de 2026 às 11h27.
O bitcoin opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, 6, com os investidores atentos à possibilidade de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, o que reduziria a pressão sobre o petróleo e consequentemente, aliviaria a inflção no mundo todo.
Irã e Omã teriam chegado a um entendimento sobre uma nova rota de navegação para navios que cruzam o estreito, segundo o Ministério das Relações Exteriores da nação persa. Pelo acordo, a passagem não sofreria a cobrança de pedágios ou taxas, ao contrário do que havia sido discutido anteriormente.
Do lado macroeconômico, os investidores esperam pelo Relatório de Emprego dos Estados Unidos relativo a julho, que será divulgado amanhã de manhã. Uma criação de vagas menor do que a esperada pelos economistas pode impulsionar os ativos de risco, pois reduziria a pressão inflacionária e, portanto, a necessidade do Federal Reserve (Fed) subir juros nos EUA.
Às 11h12 (horário de Brasília) o bitcoin tinha leve variação positiva de 0,05% em um período de 24 horas, a US$ 64.430 por unidade.
Usando análise técnica, Pedro Fontes, analista da corretora Mercado Bitcoin, diz que o ponto mais importante é que o bitcoin segue acima da média móvel simples de 200 semanas, que hoje está próxima dos US$ 63,8 mil. “Esse nível continua sendo a principal região de suporte no curto prazo”, diz.
“Agora, o mercado volta a olhar para a resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil. Romper essa faixa seria um sinal importante de continuidade da recuperação.”
Fontes diz que a recuperação recente do bitcoin tem sido ajudada por três fatores: melhora no sentimento de risco após dados fortes de atividade nos EUA, maior otimismo sobre uma possível normalização do Estreito de Ormuz e retomada das entradas nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) à vista de bitcoin.
Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da corretora Bitget na América Latina, afirma que apesar de alguns sinais técnicos indicarem possível esgotamento da pressão vendedora, a recuperação ainda precisa de uma demanda institucional mais consistente.
“No curto prazo, o BTC mantém um viés levemente positivo ao testar a média móvel de 50 dias, situada em US$ 64.660, mas continua negociado bem abaixo da média móvel de 200 dias, em US$ 73.399, indicando que a tendência de longo prazo ainda inspira prudência”, avalia.
Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 244,4 milhões nos ETFs de bitcoin à vista dos EUA. Foi o terceiro pregão consecutivo com entrada de capital neste tipo de fundo, somando mais de US$ 600 milhões de fluxo comprador.
O maior alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 196,8 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o fluxo foi positivo em US$ 60,8 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 38 para 39 pontos. A alta deixa o sentimento de mercado à beira do fim da zona do “medo”, pois a partir de 40 pontos a leitura já indica neutralidade.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
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