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Bitcoin volta a subir após ataque dos EUA a Venezuela

Há relatos de que a Venezuela possa deter entre 600 mil e 660 mil bitcoins, o que a colocaria entre os maiores detentores de bitcoin do mundo

 (Reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 12h21.

Última atualização em 5 de janeiro de 2026 às 14h51.

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Nesta segunda-feira, 5, o bitcoin voltou a subir após um encerramento de ano em pouca movimentação de preço. Um dos principais catalisadores para o movimento que alta que levou a maior criptomoeda do mundo de volta a casa dos US$ 93 mil foi a recente deposição do presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, após uma ação do governo norte-americano.

O ocorrido teve impacto inclusive no mercado de criptoativos. Apesar da recente alta, especialistas ainda apontam incerteza.

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No momento, o bitcoin é cotado a US$ 93.632, com alta de 2,6% nas últimas 24 horas. Desde o início de 2026, a criptomoeda já acumula alta de quase 7%.

"Se houver continuidade da alta, o preço do bitcoin poderá buscar as resistências de curto e médio prazo, que estão na regiões de liquidez dos US$ 94.5 mil e US$ 101.3 mil. No entanto, caso entre fluxo vendedor e reverta o movimento, os suportes estão nas áreas de valor dos US$ 89.140 e US$ 82.2 mil", disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

Por que o preço do bitcoin subiu?

"O bitcoin voltou a operar acima de US$ 92.5 mil em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com destaque para a situação da Venezuela. Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos sobre um maior controle da indústria petrolífera venezuelana trouxeram o país novamente ao centro do debate, inclusive no mercado cripto. Há relatos de que a Venezuela possa deter entre 600 mil e 660 mil bitcoins, o que a colocaria entre os maiores detentores de bitcoin do mundo", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

"Esse fator adiciona uma nova camada de atenção ao mercado, seja pelo possível papel estratégico desses ativos, seja pelo impacto potencial sobre a oferta. Em paralelo, os ETFs à vista de bitcoin registraram cerca de US$ 459 milhões em entradas na última semana, mostrando que o interesse institucional segue ativo.", acrescentou.

"Os dados on-chain continuam construtivos, com saídas de bitcoin e ether das exchanges e a oferta de stablecoins em níveis recordes. No curto prazo, o mercado passa a olhar com mais atenção para níveis mais altos, com o bitcoin podendo avançar em direção à região dos US$ 105 mil, reforçando seu papel como um ativo relevante em um cenário global cada vez mais complexo", concluiu o especialista.

O bitcoin vai continuar subindo?

Matheus Parizotto, analista chefe de research na Mynt, plataforma cripto do BTG, apontou à EXAME datas importantes que podem definir os próximos movimentos do bitcoin.

"O mercado de criptoativos inicia 2026 em alta, com altcoins liderando o movimento. A continuidade desse rali deve depender especialmente destes eventos:

  • 15/01 - MSCI (Digital Asset Treasuries): sai o resultado da consulta que pode excluir ações de empresas com 50%+ do balanço em ativos digitais dos índices acionários. O movimento pode gerar pressão vendedora ou, se não for aprovado, tirar um risco que vinha pesando sobre as cotações.
  • 15/01 - CLARITY Act: A Comissão Bancária do Senado discute o principal projeto de lei para organizar a regulação do mercado de criptoativos. Se avançar de forma positiva, tende a aumentar segurança jurídica e facilitar a entrada institucional.
  • Até 30/01 - Risco de novo shutdow nos EUA: como a resolução aprovada em novembro foi temporária, o financiamento de boa parte do governo vence em 30/01. Se a negociação travar, volta o ruído e a menor visibilidade de dados. Se for aprovado um acordo, o tema sai do radar".

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