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Bitcoin sobe mais de 2% e se recupera depois de cair aos US$ 76 mil na véspera

Criptomoedas avançam junto com as bolsas internacionais e o ouro, mas analistas ainda não veem retomada consistente

Representação do bitcoin (crédito: Daniel Dan/Pexels)

Representação do bitcoin (crédito: Daniel Dan/Pexels)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 10h51.

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O bitcoin opera em alta nesta quinta-feira, 3, e tenta se recuperar da queda da véspera, quando chegou a ser negociado aos US$ 76 mil na mínima. Os ganhos vêm em dia que também é positivo para as bolsas de valores internacionais e para o ouro.

Enquanto isso, investidores aguardam pela divulgação amanhã do Relatório de Emprego dos Estados Unidos relativo a agosto depois do Relatório de Emprego ADP vir abaixo do esperado. Números fracos do mercado de trabalho podem beneficiar ativos de renda variável por reduzirem as chances de uma alta dos juros na maior economia do mundo.

Hoje às 10h40 (horário de Brasília) o bitcoin subia 2,6% em um período de 24 horas, cotado a US$ 78.774 por unidade.

Segundo Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, a pausa na recente escalada dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, com a taxa de 10 anos recuando para 4,77%, ajudou a aliviar parte da pressão sobre os ativos de risco.

Apesar disso, em relatório, a equipe de análise da Vault Capital diz que essa valorização de hoje ainda não anima, porque é impulsionada em grade parte pela liquidação de posições vendidas em BTC por traders que apostavam na queda da criptomoeda.

“Isso não é demanda nova, é vendedor saindo. Para passar dos US$ 78 mil de verdade e reabrir o caminho até US$ 80 mil precisa aparecer comprador à vista, e isso só vamos saber olhando o fluxo nas próximas sessões”, afirma Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault.

Camargos destaca que a região de US$ 75 mil a US$ 76 mil confirmou ser um suporte importante ao “segurar” a correção do bitcoin, mas os US$ 78 mil agora são a resistência testada e US$ 80 mil o teto que ainda não foi superado de maneira convincente.

“O que valida a retomada é reconquista com compra à vista aparecendo, não o repique. Se confirmar, US$ 80 mil e US$ 82 mil voltam para o mapa. Se rejeitar sem comprador, o preço volta para o agrupamento de US$ 75 mil a US$ 76 mil sem amortecimento, e daí o corredor de US$ 71 mil a US$ 69 mil fica exposto”, avalia o especialista.

ETFs e indicadores

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 101,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. O maior alvo do fluxo comprador foi o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 115,4 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi negativo em US$ 48,2 milhões, interrompendo uma sequência de 12 pregões de entrada de capital.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 71 para os 73 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto é o de “ganância”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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