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Alta ou baixa? O que esperar de cripto em 2026

Depois de um ano de amadurecimento e ajustes, é hora de entender os sinais que vão guiar o mercado e onde focar a sua atenção nos próximos 12 meses

Sol é uma das criptomoedas para ficar de olho em março (Reprodução/Reprodução)

Sol é uma das criptomoedas para ficar de olho em março (Reprodução/Reprodução)

FP
Felippe Percigo

Especialista em criptoativos

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 11h00.

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A virada de ano costuma trazer aquela disposição de fazer diferente e recalcular a rota.

Para quem investe, isso não pode ficar só como uma promessa de calendário, porque o mercado é um sistema vivo, dinâmico, e força ajustes o tempo todo. Isso faz ainda mais sentido no universo cripto, um território em formação, em que as regras são escritas e reescritas em tempo real.

2025 não poupou os nervos de ninguém. Foi um período que cobrou um preço alto pelo amadurecimento, mas que também trouxe progresso visível como compensação. A consolidação institucional avançou, a infraestrutura amadureceu e o mercado saiu do ano mais forte, mas também mais complexo.

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E agora? O que 2026 reserva para nós?

A pergunta de trilhões de dólares tem projeções das mais variadas entre analistas e grandes gestoras.

Nossa tarefa não deve ser adivinhar quem vai acertar, mas, antes de tudo, identificar as variáveis que podem guiar a narrativa. Depois, entender como vão interagir ao longo dos próximos doze meses.

Separei 8 previsões que ajudam a mapear esse cenário.

Michael Saylor, cofundador da Strategy

Bitcoin a US$ 170 mil como cenário base

Saylor trabalha com a hipótese de que o bitcoin pode se aproximar de US$ 170 mil em 2026 com a adoção institucional ganhando tração real. Para ele, a entrada dos grandes bancos americanos como compradores e custodiantes muda a dinâmica do mercado.

Mesmo com o preço andando de lado em parte do último ano, Saylor entende que esse período foi importante para o fortalecimento dos fundamentos. Com empresas públicas já com mais de 1 milhão de BTC em tesouraria, novos participantes devem passar a definir os níveis de preço ao longo do tempo.

JPMorgan

‘Preço justo’ perto de US$ 170 mil

Enquanto Saylor chega a US$ 170 mil olhando para a dinâmica de adoção institucional, o JPMorgan alcança um patamar parecido por uma lógica diferente. O banco chega a esse número usando um modelo que compara o bitcoin ao ouro, levando em conta o nível de volatilidade de cada ativo.

Na prática, é um preço de referência que indica onde o ativo poderia negociar caso essa relação se mantenha. Não é uma meta cravada para uma data específica, mas um parâmetro para avaliar se o ativo está caro ou barato no horizonte de 6 a 12 meses.

Tom Lee, cofundador da Fundstrat Global Advisors e presidente da BitMine

Bitcoin entre US$ 200 mil e US$ 250 mil?

É o que Tom Lee prevê para o ativo em 2026. O analista constrói um cenário otimista ao acreditar que os canais de entrada de capital institucional, como os ETFs, devem se expandir de forma estrutural. Sendo assim, esse fluxo contínuo e de maior escala pode não só impulsionar os preços, mas tem o potencial de alterar o padrão histórico dos ciclos de mercado do bitcoin.

Grayscale Investments

Nova máxima histórico no 1º semestre de 2026

A Grayscale aposta que o bitcoin pode buscar um novo topo histórico ainda na primeira metade de 2026. A leitura parte da combinação entre a procura crescente por reservas alternativas de valor e avanços regulatórios nos Estados Unidos. Tudo isso, segundo a gestora, tende a destravar capital institucional, ampliar a adoção e aproximar de vez as blockchains públicas da infraestrutura financeira tradicional.

Bitwise Asset Management

Bitcoin quebra o ciclo de 4 anos e crava nova máxima histórica

A Bitwise lista um novo recorde de preço (ATH) como a primeira de suas dez previsões para o ano.

A tese passa por ETFs spot de BTC, ETH e SOL comprando mais do que toda a nova oferta anual, queda relevante da volatilidade do BTC e fortalecimento de produtos on-chain mais parecidos com fundos, além de mercados de previsão como o Polymarket ganhando destaque.

Esse movimento também se estenderia às ações ligadas ao setor cripto, que a gestora vê superando o desempenho de empresas tradicionais de tecnologia, em um ambiente de menor correlação entre cripto e o mercado acionário.

CryptoQuant

Correção para suportes entre US$ 56 mil e US$ 70 mil.

Na contramão, partindo de uma análise de dados on-chain, o CryptoQuant alerta para o risco de uma fase de ajuste mais prolongada. Os modelos que usou indicam que, caso a desaceleração na demanda permaneça, o preço poderia encontrar suporte perto do custo médio de compra do bitcoin, um nível que em outros ciclos costuma marcar fundos importantes.

VanEck

Ano de consolidação

A VanEck não fala em preço-alvo e trabalha com um cenário de consolidação em 2026.

A leitura é de um mercado mais lateral, absorvendo a volatilidade dos ciclos anteriores em um ambiente ainda marcado por liquidez restrita. Se esse pano de fundo melhorar, o ano tende a favorecer estratégias de compra gradual (Dollar-Cost Averaging), com oportunidades surgindo mais de ajustes estruturais, como a mineração e o uso de stablecoins, do que de ralis e correções intensas.

Standard Chartered

US$ 150 mil até o final de 2026.

O banco revisou sua estimativa anterior para baixo no final de 2025, mostrando uma postura mais cautelosa no curto prazo diante da desaceleração de fatores como os fluxos dos ETFs. Ainda assim, mantém uma perspectiva positiva para a trajetória de longo prazo do setor, mesmo admitindo que o caminho até lá pode ser mais longo do que o esperado.

O que observar em 2026

Qual dessas visões pode se concretizar? Ninguém tem bola de cristal, mas existem pontos críticos que todo investidor deve monitorar. Eles devem ser os fios condutores da narrativa de 2026:

ETFs cripto à vista: entradas ou saídas líquidas semanais devem seguir como o termômetro mais imediato da demanda institucional dos EUA. Uma recuperação consistente será fundamental para a tese mais otimista.

Regulação nos EUA: a possível aprovação do CLARITY Act, projeto que pretende definir regras mais claras para a classificação e negociação cripto, pode ser uma virada de chave, em especial para ativos como ETH e SOL. Qualquer avanço concreto nesse tema merece atenção.

Resiliência da demanda global: é preciso ir além dos ETFs. A saúde do mercado de derivativos, a atividade on-chain e a força da adoção em diferentes regiões fora do eixo tradicional dos EUA, como Ásia e Oriente Médio, ajudam a entender se a demanda segue estruturalmente sólida.

Comportamento das baleias (grandes detentores): endereços com grandes saldos podem sinalizar confiança ou preocupação. Movimentos de acumulação ou distribuição são indicadores de sentimento de longo prazo.

Narrativa macroeconômica: a direção das taxas de juros e a liquidez do sistema devem seguir guiando o apetite por ativos de risco como um todo, incluindo cripto.

2026 tende a ser um ano de leitura fina. Com o mercado em fase de transição, as decisões passam a depender menos de expectativa e mais de estrutura, dados e fluxo observável, longe de promessas ou narrativas empacotadas.

A vantagem está em seguir método, calibrar risco, e identificar quando o mercado constrói base ou só faz barulho.

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