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77% confiam mais em bancos do que em plataformas cripto, diz Visa

Consumidores demonstraram que segurança é preocupação maior do que velocidade ao transacionar

 (Future of Money/Reprodução)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 22 de setembro de 2026 às 11h58.

Última atualização em 22 de setembro de 2026 às 13h18.

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Um estudo da empresa de infraestrutura de pagamentos global, Visa, mostrou que 77% dos brasileiros confiam mais em moedas digitais ofertadas por instituições financeiras tradicionais do que por plataformas de criptomoedas nativas.

A pesquisa entrevistou mais de mil adultos no Brasil como parte de um estudo global mais amplo chamado "Money Travels 2026". Esse estudo concluiu que 51% dos brasileiros, 50% dos peruanos e 45% dos mexicanos possuem algum conhecimento sobre stablecoins. O nível é maior do que na América do Norte, onde 41% disseram conhecer stablecoins.

Outra descoberta foi que a segurança digital contra golpes, fraudes e ciberataques ainda é uma das principais preocupações dos consumidores na hora de decidir usar alguma solução com criptoativos.

Na comparação com outros países da América Latina, 76% dos mexicanos e 80% dos peruanos também disseram confiar mais em serviços de criptomoedas de instituições financeiras estabelecidas.

Segurança importa mais do que velocidade

Outra descoberta do estudo é que a intenção de adotar stablecoins para pagamentos internacionais cresce para 74% no Brasil se as soluções que usam a tecnologia tiverem maior proteção contra fraudes e perdas financeiras.

"Essa constatação indica que as barreiras à adoção decorrem menos da conscientização e mais da confiança no ecossistema em questão", escrevem os pesquisadores da Visa. "Os consumidores demonstram maior interesse quando tecnologias de pagamento emergentes vêm acompanhadas de proteções claras, transparência e mecanismos confiáveis de resolução de disputas."

A segurança é um fator tão importante que 51% dos peruanos, 49% dos brasileiros e 41% dos mexicanos dizem que aceitariam mais passos de verificação ou processamento mais lento de transações caso essas medidas reduzissem a probabilidade de golpes e transferências não autorizadas.

"Com segurança e confiança ganhando protagonismo, a oportunidade está em oferecer experiências internacionais que combinem conveniência e confiança, garantindo segurança, previsibilidade e rapidez em todas as transferências”, disse em nota Cesar Espinoza, head de Visa Direct para a América Latina e o Caribe.

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