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Teorias da conspiração sobre derrota da Argentina viralizam nas redes

Após perder para a Espanha a final da Copa do Mundo, torcedores criam suspeitas sobre o jogo e tentam justificar a derrota

Lionel Messi: de fala de Messi a suposto áudio de presidente da AFA, teorias da conspiração ganham força entre torcedores argentinos (Carl Recine/Getty Images/AFP)

Lionel Messi: de fala de Messi a suposto áudio de presidente da AFA, teorias da conspiração ganham força entre torcedores argentinos (Carl Recine/Getty Images/AFP)

Alan Favaron
Alan Favaron

Colaborador

Publicado em 21 de julho de 2026 às 15h33.

Última atualização em 21 de julho de 2026 às 16h04.

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A derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 não ficou apenas na disputa pelo título mundial. Desde o apito final, diversas teorias da conspiração passaram a circular nas redes sociais entre os argentinos na tentativa de explicar o vice-campeonato da seleção comandada por Lionel Messi.

Não é a primeira vez que isso acontece em uma Copa do Mundo. Por ser o maior torneio do futebol e um dos eventos esportivos mais acompanhados do planeta, o Mundial costuma ser palco de especulações envolvendo arbitragem, bastidores e supostos favorecimentos, principalmente quando resultados inesperados ou derrotas marcantes acontecem.

Vídeo de Messi alimenta especulações

Um dos principais assuntos nas redes sociais surgiu a partir de um vídeo gravado na saída do vestiário da Argentina antes da final. As imagens mostram Lionel Messi conversando com os companheiros poucos instantes antes de a equipe entrar em campo.

No trecho divulgado, o camisa 10 pede tranquilidade ao elenco. "Esqueçamos tudo. Vamos apenas jogar. Pensemos apenas em jogar, gente", afirma o jogador

A gravação mostra apenas parte da conversa. Mesmo assim, torcedores passaram a especular que Messi estaria se referindo a algum acontecimento ocorrido nos bastidores antes da decisão, levantando hipóteses de que os jogadores teriam recebido alguma informação inesperada momentos antes da partida, que poderia ser um favorecimento para o lado espanhol na final.

Postura após o apito final também chamou atenção

Outro episódio que passou a alimentar teorias foi a reação da seleção argentina após o encerramento da decisão. Enquanto a Espanha comemorava o título no centro do gramado do MetLife Stadium, os jogadores argentinos permaneceram voltados para o setor onde estavam seus torcedores, de costas para a festa dos campeões.

Vídeo de jornalista repercute

Um conteúdo que ajuda na criação das teorias foi publicado pelo jornalista argentino Pablo Carrozza, conhecido por sua proximidade com Claudio "Chiqui" Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA).

Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, que possui cerca de 405 mil inscritos, Carrozza afirmou que a Fifa "precisava de um campeão europeu", argumentando que Gianni Infantino já contava com o apoio da Conmebol, mas buscava fortalecer sua relação com importantes federações da Uefa, como a Espanha.

A gravação ultrapassou a marca de 600 mil visualizações e foi amplamente compartilhada nas redes sociais, embora não apresente provas que sustentem a hipótese levantada.

Faixa das Malvinas também entrou nas discussões

Outra teoria faz referência a um fato que ocorreu durante a competição. Após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal, jogadores da Argentina exibiram uma faixa com a mensagem "As Malvinas são argentinas", manifestação de caráter político, algo proibido pelo regulamento da Fifa em suas competições.

O episódio ganhou ainda mais repercussão por acontecer justamente após o confronto diante dos ingleses, já que a Guerra das Malvinas, travada nos anos 1980, intensificou a rivalidade entre os dois países, que disputaram o território.

Além disso, um suposto áudio atribuído ao presidente da AFA, Claudio Tapia, aumenta os questionamentos sobre o tema. Na gravação, cuja autoria permanece desconhecida, uma voz afirma que "a Fifa disse para a Argentina entregar a partida, caso contrário poderia ser surpreendida". Tapia não se manifestou publicamente sobre o áudio, que não teve autenticidade comprovada.

Antes da final, teorias favoreciam a Argentina

Curiosamente, durante boa parte da Copa do Mundo, as teorias da conspiração apontavam justamente um suposto favorecimento à seleção argentina. Diversos episódios foram usados por torcedores adversários para sustentar essa narrativa.

Um deles aconteceu na estreia contra a Argélia, quando Lionel Messi não foi expulso após acertar um pisão em um adversário. Nas oitavas de final, contra o Egito, jogadores e integrantes da comissão técnica egípcia criticaram a arbitragem de François Letexier, principalmente por um gol anulado que poderia colocar os africanos em vantagem por 2 a 0.

Já nas quartas de final, diante da Suíça, outro lance gerou reclamações. Após intervenção do VAR baseada na nova regra de erro de identidade, o atacante Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo por simulação e foi expulso, deixando os suíços com um jogador a menos. A Argentina acabou garantindo a classificação na prorrogação.

Outro argumento utilizado pelos críticos dizia respeito ao caminho da seleção sul-americana até a semifinal. Antes de enfrentar a Inglaterra, a Argentina não havia enfrentado nenhuma seleção posicionada acima da 19ª colocação do ranking da Fifa, eliminando Cabo Verde, Egito e Suíça após dividir a fase de grupos com Argélia, Jordânia e Áustria.

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