Chief Sales Officer (CSO)
Publicado em 13 de setembro de 2026 às 13h57.
Última atualização em 13 de setembro de 2026 às 13h58.
A estreia do Madring, o mais novo circuito da temporada da Fórmula 1, não nos proporcionou uma grande corrida neste domingo. Como já era possível prever pelas provas da Fórmula 2, o traçado de Madri oferece poucas oportunidades de ultrapassagem e dificulta a disputa direta entre os pilotos.
Na Fórmula 1 não foi diferente. Antes da largada, havia até a expectativa de uma corrida longa e conturbada, eventualmente se aproximando do limite regulamentar de três horas de duração total. Mas o que vimos foi uma prova predominantemente processional, com poucas disputas e limitada emoção dentro da pista.
A vitória ficou com o brilhante Kimi Antonelli, que soube aproveitar perfeitamente as circunstâncias. Lando Norris largou na pole position, liderava com segurança e parecia caminhar para a vitória, mas foi prejudicado pelo momento em que o Virtual Safety Car foi acionado. Norris não conseguiu entrar imediatamente nos boxes, enquanto Antonelli aproveitou a oportunidade. Uma parada lenta da McLaren, de aproximadamente sete segundos, complicou ainda mais a corrida do inglês, que caiu para a terceira posição.
Antonelli realizou uma prova consistente, administrou bem os pneus e permaneceu na posição ideal para assumir a liderança. Charles Leclerc, que havia largado com os pneus duros, adotou uma estratégia completamente diferente e prolongou ao máximo sua permanência na pista. A expectativa da Ferrari era aproveitar uma possível bandeira vermelha ou outro Safety Car para realizar a troca obrigatória de pneus com menor perda de tempo.
GP da Espanha: Antonelli vence em Madring (Thomas COEX/AFP)
Pierre Gasly e Gabriel Bortoleto também apostaram em estratégias semelhantes, esperando até o último momento por alguma neutralização da prova. Mas ela não aconteceu.
Quando Leclerc finalmente precisou parar, Antonelli herdou a liderança e conquistou a vitória. Foi beneficiado pelas circunstâncias? Sem dúvida. O próprio italiano reconheceu que Norris provavelmente merecia vencer. Mas a sorte também faz parte da trajetória de qualquer campeão — e é preciso estar no lugar certo, no momento certo, para aproveitá-la. Antonelli estava.
O italiano conquistou sua oitava vitória na temporada, ampliou para 81 pontos a vantagem na liderança do campeonato e reforçou ainda mais sua condição de grande favorito ao título. Max Verstappen terminou em segundo, Norris foi o terceiro e Leclerc completou a prova na quarta colocação.
Se a competição dentro da pista deixou a desejar, o evento impressionou fora dela. O Madring é extremamente moderno e está inserido no complexo de exposições e eventos IFEMA Madrid, próximo ao Aeroporto de Barajas. A infraestrutura, a preparação e o impacto visual demonstraram claramente a capacidade da Fórmula 1 de transformar uma corrida em um grande espetáculo para sua audiência.
Esse tem sido um dos principais objetivos da categoria nos últimos anos: criar eventos grandiosos, capazes de envolver o público muito além da atividade esportiva. Nesse aspecto, Madri cumpriu plenamente sua missão. Como palco, foi impactante. Como circuito de corrida, porém, ainda precisa evoluir.
Agora, as atenções se voltam para Baku. O circuito urbano do Azerbaijão tem um histórico completamente diferente: longas retas, muitas ultrapassagens, acidentes, entradas do Safety Car e até bandeiras vermelhas. É um traçado que costuma levar a competição ao extremo.
Depois de um espetáculo visual em Madri, mas com pouca emoção na pista, resta esperar que Baku nos devolva aquilo que a Fórmula 1 tem de melhor: imprevisibilidade, disputas intensas e emoção até a bandeirada final.