Os carros da Fórmula 1 aceleram pela primeira vez no novo Circuito de Madring durante as sessões de treinos livres. (Oscar DEL POZO/AFP) (Oscar DEL POZO/AFP Photo)
Redator na Exame
Publicado em 12 de setembro de 2026 às 06h50.
A estreia oficial do Circuito de Madring no calendário da Fórmula 1, em Madri, movimentou os bastidores e gerou reações intensas nos boxes após as primeiras sessões de treinos livres. Considerado um dos finais de semana mais desafiadores do ano devido à combinação de curvas de média e alta velocidade com a proximidade dos muros, o traçado de 5,4 quilômetros dividiu opiniões entre os pilotos, que testaram os limites de aderência e a gestão de energia dos novos carros da temporada de 2026.
Entre os mais cautelosos esteve o australiano Oscar Piastri, da McLaren, que destacou a complexidade técnica de guiar no circuito madrilenho. "Honestamente, é mais difícil do que outras pistas", pontuou o piloto, ressaltando que, em diversos trechos, os carros apontam diretamente para os muros antes de exigir reações precisas de contorno. Por outro lado, a surpresa positiva veio com os níveis de aderência do asfalto recém-inaugurado. O monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, admitiu ter ficado impressionado com a aderência disponível logo no primeiro dia, mesmo com pouca borracha acumulada na pista, segundo o site Autosport.
Apesar dos elogios à estrutura e ao desafio técnico, pontos de alerta foram levantados por boa parte do grid. O britânico George Russell, da Mercedes, reafirmou sua percepção de que o Madring é um circuito de "risco muito alto", ecoando a preocupação generalizada de que as manobras de ultrapassagem serão extremamente difíceis durante a corrida de domingo. Os pilotos também precisaram lidar com zonas de frenagem combinadas, forte desgaste de pneus e o rápido processo de evolução da pista, que alterou o comportamento da recuperação de energia nas unidades de potência — complicando o acerto fino de equipes como a Aston Martin de Fernando Alonso.
As opiniões extremas ficaram evidentes na comparação entre pilotos com visões opostas sobre o automobilismo moderno. O mexicano Sergio Perez, que corre em casa e é residente de Madri, não poupou elogios ao evento e à atmosfera do local. "Esse será o melhor circuito da Europa", projetou Perez, apostando em um final de semana repleto de caos e imprevisibilidade tanto na sessão classificatória quanto na disputa de domingo, 13.
Em contrapartida, o tetracampeão mundial Max Verstappen manteve sua postura crítica em relação a traçados urbanos. Fã declarado de pistas tradicionais como Spa-Francorchamps, o piloto holandês reconheceu o esforço logístico e de engenharia na construção do complexo do IFEMA, mas reforçou sua preferência histórica: "Eu não sou fã de circuitos de ruas, mas isso nunca vai mudar".
Os fãs brasileiros que desejam acompanhar cada detalhe da estreia oficial do Madring na Fórmula 1 poderão sintonizar nas transmissões ao vivo pelos canais oficiais e plataformas parceiras. A cobertura completa inclui todos os treinos livres, a sessão classificatória que define o grid de largada e a corrida principal no domingo, com opções tanto na televisão fechada e aberta quanto nos serviços de streaming digital.
A programação oficial e os canais de transmissão seguem o horário oficial de Brasília: