O coproprietário do Inter Miami, David Beckham, durante partida de tênis em Wimbledon. (Getty Images) (Getty Images)
Redator na Exame
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 17h27.
RESUMO | O ex-futebolista e empresário britânico David Beckham recebeu cerca de 51 milhões de dólares em dividendos após suas marcas registrarem lucros recordes antes de impostos, impulsionadas por contratos estratégicos ligados à Copa do Mundo de 2026.
O ex-jogador de futebol e empresário britânico David Beckham recebeu cerca de 51 milhões de dólares (aproximadamente R$ 277 milhões) em dividendos após as empresas ligadas à sua marca pessoal registrarem um exercício financeiro recorde.
As informações, detalhadas em reportagem do jornal britânico Financial Times, apontam que o crescimento foi fortemente impulsionado por novos e lucrativos acordos comerciais de longo prazo firmados em preparação para o ciclo da Copa do Mundo.
A sociedade DRJB Holdings — responsável por agrupar os principais negócios vinculados à imagem do ex-capitão da seleção inglesa — registrou lucros antes de impostos de 65,7 milhões de dólares (cerca de R$ 357 milhões), o que representa um salto de 46% em relação ao desempenho obtido no período anterior. Já a receita total da companhia atingiu 110,5 milhões de dólares (cerca de R$ 601 milhões), superando em 20% os números passados e refletindo a consistência na expansão global de suas operações comerciais.
O avanço financeiro da holding foi alavancado por uma série de parcerias que colocaram o ex-jogador no centro de campanhas publicitárias de peso durante o torneio na América do Norte. Entre os acordos de maior destaque estão a associação com o Bank of America — atuando como embaixador global do programa esportivo da instituição —, além de inserções para marcas globais como Lenovo, McDonald's, Verizon, Home Depot e Lay's, da PepsiCo.
O portfólio de negócios da DRJB Holdings divide-se em frentes estratégicas consolidadas, como a DB Ventures (focada em acordos comerciais diretos), a Seven Global (responsável por parcerias de licenciamento com gigantes como a Adidas, que lançou novas edições de chuteiras icônicas e óculos com a Safilo) e a Studio 99 (a produtora audiovisual responsável por sucessos como o documentário da Netflix e as próprias campanhas em que ele estrela).
Segundo o Financial Times, paralelamente aos dividendos e à participação detida por meio da Footwork Productions — enquanto 55% da holding pertencem ao grupo norte-americano Authentic Brands —, Beckham mantém investimentos em setores diversificados, incluindo a marca de suplementos IM8, a empresa de aperitivos BeeUp e uma fatia aproximada de 25% no clube Inter Miami, que inaugurou recentemente seu novo estádio em Miami Freedom Park.
A trajetória empresarial de David Beckham consolidou-se como um dos casos mais bem-sucedidos de transição de carreira no esporte mundial desde que o ex-atleta pendurou as chuteiras em 2013.
O reflexo direto aparece nos registros financeiros da DRJB Holdings. Além dos dividendos recorrentes de 51,1 milhões de dólares, os registros do Companies House revelaram o pagamento adicional de 61,6 milhões de dólares em dividendos especiais atrelados ao período da Copa.
O ex-jogador recebeu cerca de 51 milhões de dólares (aproximadamente R$ 277 milhões) em dividendos.
O crescimento de 46% nos lucros antes de impostos foi impulsionado por novos acordos comerciais e contratos publicitários voltados para o Mundial de 2026.
A DRJB Holdings registrou receitas de 110,5 milhões de dólares (cerca de R$ 601 milhões), um aumento de 20% em relação ao ano anterior.
Beckham apareceu em campanhas para empresas globais como Bank of America, Lenovo, McDonald's, Verizon e Lay's.
A DRJB Holdings possui três divisões: DB Ventures (negócios comerciais), Seven Global (licenciamentos) e Studio 99 (produção de conteúdos e documentários).