Esporte

Patrocínio:

Logo CBA Empre tag

Guga desembarca em Paris e torcida sonha com o grito “Allez, Fonsecááá!”

Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros, estará neste domingo na quadra central em Paris para torcer por João Fonseca nas oitavas de final do torneio

Gustavo Kuerten  e a esposa, Mariana, acompanharam a partida de João Fonseca contra Djokovic, no Aeroporto Internacional de Florianópolis, antes de embarcar  (Reprodução X/Arquivo Pessoal)

Gustavo Kuerten e a esposa, Mariana, acompanharam a partida de João Fonseca contra Djokovic, no Aeroporto Internacional de Florianópolis, antes de embarcar (Reprodução X/Arquivo Pessoal)

Rafael Martini
Rafael Martini

Editor da Região Sul

Publicado em 30 de maio de 2026 às 17h47.

Última atualização em 30 de maio de 2026 às 17h58.

Tudo sobreExame-sul
Saiba mais

O tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, o Guga, desembarcou neste sábado (30) em Paris acompanhado da esposa, Mariana Soncini, e do irmão Rafael Kuerten. Campeão do torneio em 1997, 2000 e 2001, o maior nome da história do tênis brasileiro estará neste domingo no Court Philippe-Chatrier, a quadra central do Stade Roland-Garros, para acompanhar João Fonseca em mais um capítulo da campanha histórica do jovem carioca no torneio.

O brasileiro, 30º colocado no ranking da ATP, enfrenta o norueguês Casper Ruud, 16º colocado no ranking mundial, pelas oitavas de final, a partir das 15h15, no horário de Brasília. E o tricampeão estará ali, pessoalmente, na arquibancada, para incentivar Fonseca.

A presença de Gustavo Kuerten em Paris reforça o simbolismo do momento. Três vezes campeão em Roland Garros, o catarinense volta ao palco onde se tornou ídolo mundial para torcer por Fonseca, que vem de uma vitória épica sobre Novak Djokovic e recolocou o Brasil no centro das atenções do tênis internacional.

A cena também permite um paralelo histórico. Em 2004, no mesmo Roland Garros, Guga derrotou Roger Federer, então número 1 do mundo, na terceira rodada do torneio. Vinte e dois anos depois, João Fonseca escreveu uma página de peso semelhante, também na terceira rodada, ao superar Novak Djokovic, dono de 24 títulos de Grand Slam e considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos. O sérvio ocupa atualmente a 4ª posição no ranking da ATP.

A diferença está no roteiro: enquanto o catarinense venceu Federer em sets diretos, Fonseca construiu uma virada épica depois de perder os dois primeiros sets, em 4h53 de partida.

Na sexta-feira (29), Gustavo Kuerten foi flagrado por fãs assistindo ao jogo entre João Fonseca e Djokovic no Aeroporto Internacional de Florianópolis, antes do embarque para Paris. A fisionomia era de pura concentração. Neste sábado, ao desembarcar na capital francesa, o ex-tenista evitou falar com jornalistas. Profundo conhecedor da atmosfera da quadra central de saibro, o tricampeão sabe que o momento é de foco total.

O fato é que a onda em torno de João Fonseca não para de crescer, não apenas no Brasil, mas também em Paris. Quando Guga virou ídolo na capital francesa, a torcida local adotou o brasileiro com um grito que atravessou gerações: “Allez, Guga!” — algo como “Vai, Guga!” ou “Vamos, Guga!”. Na pronúncia das arquibancadas francesas, o canto soava quase como um “Allez, Gugááá!”, com a sílaba final alongada. Agora, diante da ascensão de Fonseca e da comoção provocada pela vitória sobre Djokovic, fica a pergunta: será que o saibro de Roland Garros está prestes a ouvir um novo canto brasileiro, com sotaque francês, ecoando da arquibancada? “Allez, Fonsecááá!”

Acompanhe tudo sobre:Exame-sulSanta CatarinaFlorianópolisTênis (esporte)Roland GarrosParis (França)João Fonseca

Mais de Esporte

Champions League ainda é a maior premiação do futebol? Veja os números

Champions League 2026: quanto cada jogador do PSG recebeu após conquistar o título?

PSG vence Arsenal nos pênaltis e é bicampeão da Champions League

Falha precoce de Marquinhos em final da Champions bota em risco o bi do PSG