Pausas para hidratação dividem opiniões; Fifa promete reavaliar (ELSA/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP)
Redação Exame
Publicado em 18 de julho de 2026 às 18h57.
A Fifa vai reavaliar se manterá as pausas obrigatórias para hidratação em futuras edições da Copa do Mundo, após a medida dividir opiniões no Mundial de 2026. O reconhecimento foi feito neste sábado, 18, por Arsène Wenger, chefe de Desenvolvimento Global do Futebol da entidade, em coletiva de imprensa na véspera da final entre Espanha e Argentina.
"Talvez as pessoas não tenham gostado, e temos que analisar o impacto após a Copa do Mundo", afirmou Wenger. Nesta edição, a Fifa determinou pausas de três minutos na metade de cada tempo em todas as partidas, independentemente das condições climáticas — regra aplicada mesmo em temperaturas amenas ou em estádios cobertos.
A entidade justificou a decisão como forma de proteger o bem-estar dos jogadores, embora parte da crítica tenha interpretado a pausa como uma oportunidade de ampliar a receita publicitária durante os intervalos das partidas.
"Não me pareceu que os resultados tenham mudado, mas estamos aqui para servir às pessoas que assistem futebol, e tiraremos conclusões mais tarde", disse o ex-técnico do Arsenal.
Como a Copa do Mundo de 2026 transformou arenas em laboratórios de vigilânciaSegundo Wenger, o desconforto foi maior em jogos disputados sob cobertura. "Em muitas partidas, especialmente em arenas cobertas, as pessoas não ficaram satisfeitas com isso, mas, antes de o torneio começar, foi decidido que a medida seria aplicada em todos os jogos", explicou.
Ainda no início do torneio, o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, havia defendido a adoção das pausas, citando a proteção aos atletas em um Mundial disputado sob temperaturas elevadas. "É difícil manter esse nível de esforço físico por longos períodos e acredito que essas pausas dão um breve respiro para se recuperar e continuar competindo em alto nível", disse o treinador espanhol.
Wenger também comentou a expansão do Mundial, que passou de 32 para 48 seleções nesta edição, e classificou a mudança como bem-sucedida. "Houve questionamentos antes de começar, mas vimos que era eticamente necessário dar uma chance a mais equipes. Tenho certeza de que foi a decisão certa e de que foi um grande sucesso", concluiu o dirigente.
*Com informações da AFP