Craque português rebateu especulações sobre despedida de Mundiais em coletiva antes do duelo com a Espanha (KAMIL KRZACZYNSKI/AFP)
Redação Exame
Publicado em 5 de julho de 2026 às 17h12.
Às vésperas do confronto contra a Espanha pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo saiu em sua própria defesa diante das especulações sobre uma possível despedida de Mundiais.
"Espero que amanhã não seja a minha última partida em um Mundial, espero, assim podem continuar a matar-me", disse o craque português em coletiva de imprensa neste domingo, com uma pitada de ironia sobre quem já dá a saída como certa.
O capitão da seleção portuguesa não poupou os que questionam sua continuidade em campo. "Sempre dei o máximo e isso não vai mudar, jogue eu ou não. Posso parar quando eu quiser, não quando os outros quiserem. São sempre as mesmas perguntas, o mais importante é jogar bem e nos classificarmos", afirmou.
Ele foi além ao falar sobre o peso das opiniões externas: "Não vale a pena prestar atenção a essas opiniões. Não me afetam os comentários, isso faz parte de tudo. O que importa é o apoio dos torcedores, todo o resto é lixo."
Sobre a relação entre seu legado e um eventual título mundial, Ronaldo foi direto: "Não me falta nada na vida, ela tem sido muito generosa comigo, não vou ser mais Cristiano por ganhar um Mundial ou não. Tento desfrutar o dia a dia e com as críticas você cresce."
Questionado sobre o fim de sua trajetória com a seleção, o atacante garantiu tranquilidade quando esse momento chegar. "O dia chegará, mas independentemente de quando for, sairei com a consciência tranquila, porque dei tudo. Se joguei tantos anos, não foi por necessidade, vocês sabem disso, mas sim por paixão, adoro jogar futebol. Aconteça o que acontecer, estarei feliz", completou.
Ronaldo também revelou que, entre as seis Copas do Mundo que já disputou, esta é a que deixará mais lembranças. "Compartilhamos muito e choramos juntos. De todas as Copas do Mundo, esta é a que mais vou recordar por tudo o que passamos, sob um aspecto emocional extraordinário", disse, referência à pulseira em memória do jogador Diogo Jota, falecido, que todos os integrantes da seleção portuguesa usam no torneio.
*Com informações da EFE