Esporte

Da live no quarto ao bilhão na Copa: o plano da CazéTV para reinventar o jogo

Casimiro, Diniz e Lopes revelam como a CazéTV transformou irreverência e ruptura em modelo dominante no mercado esportivo digital

Edgar Diniz, Casimiro Miguel e Sergio Lopes: linguagem conectada com as redes (Leandro Fonseca /Exame)

Edgar Diniz, Casimiro Miguel e Sergio Lopes: linguagem conectada com as redes (Leandro Fonseca /Exame)

Lucas Amorim
Lucas Amorim

Diretor de redação da Exame

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h01.

Última atualização em 30 de janeiro de 2026 às 11h44.

Conhecido das lives na pandemia, o jornalista carioca Casimiro Miguel passou a ser oficialmente sócio da agência LiveMode em novembro.

Seu papel permanece o mesmo desde a criação da CazéTV, em 2022: conexão com o público, sobretudo o jovem. Seus sócios Edgar Diniz e Sergio Lopes são os responsáveis pela estratégia de negócio.

Os três falaram com a EXAME na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Os donos da Copa: como a CazéTV transformou lives em negócio bilionário

O que é realmente único na CazéTV?

Edgar Diniz: O desafio que nos colocamos era construir um novo jeito de levar esporte para as novas gerações.

Precisávamos entender o que o público estava querendo de diferente, e construir os canais de distribuição para chegar às novas gerações.

Tínhamos também a visão da fragmentação dos canais de distribuição, e pensamos em como montar essa combinação de coisas e fazer disso uma revolução.

Sergio Lopes: Como LiveMode, trabalhamos com as entidades esportivas e entendemos as dores do momento de fragmentação da mídia.

Sabíamos que o esporte tinha que entrar no mundo digital com uma linguagem própria e conectada com esse público das redes sociais e das plataformas de streaming.

A concorrência está crescendo. O que vai continuar levando vocês adiante?

Casimiro Miguel: que vai nos levar adiante não é o jeito que a gente faz, é a inquietude de fazer coisas novas. No Vasco e no Fluminense, fizemos meu aniversário no gramado do Maracanã.

Quando trouxemos a ideia para o Maracanã, eles falaram “não tem como”.

As coisas estão sendo feitas de uma forma igual por muito tempo. A nossa inquietude é questionar. Não queremos fazer nada proibido, mas queremos que algumas coisas possam ser repensadas.

Porque isso aproxima o público dos times, dos jogadores, aproxima os jogadores do público.

Vocês têm uma proximidade com os jogadores. Isso faz com que os temas difíceis não sejam tratados?

Casimiro: Você não precisa ser amigo do jogador, mas ele precisa estar num ambiente seguro para falar coisas que não falaria num ambiente inseguro.

O jornalismo está num ambiente de “eles lá e a gente aqui”, só que às vezes eles estão tão lá, e a gente tão aqui, que você não tem mais contato. Isso é um problema.

Casimiro, você se vê como um empresário?

Casimiro: Não sou empresário, não gosto de me colocar assim. Eu não me forjei para ser assim, não esperava me tornar esse cara. É uma posição legal, você estar presente nas decisões.

Mas não esperava me tornar um cara com responsabilidade, ou a cara de um negócio. Eu sou um jornalista. Sou um cara normal. Que tem algumas responsabilidades a mais ou a menos que outras pessoas.

Não me vejo como o empresário Casimiro.

Sergio: A gente não precisa do Casimiro empresário. Deixa que a gente faz a parte chata do lado de cá.


Acompanhe tudo sobre:FutebolYouTubeexame.core

Mais de Esporte

Djokovic vence Sinner e avança à final do Australian Open com Alcaraz

Quando é o próximo jogo do Corinthians?

Wizards x Lakers: veja horário e onde assistir ao jogo da NBA hoje

Champions League: confira resultado do sorteio dos playoffs