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Copa Feminina no Brasil é 'prêmio contra anos de discriminação', diz Arthur Elias

Técnico da Seleção Feminina destaca evolução da modalidade no país e projeta título inédito em casa; evento no Rio lançou marca oficial do Mundial neste domingo

Arthur Elias no Rio: técnico vê Mundial de 2027 como marco para o futebol feminino na região (Pablo PORCIUNCULA / AFP)

Arthur Elias no Rio: técnico vê Mundial de 2027 como marco para o futebol feminino na região (Pablo PORCIUNCULA / AFP)

Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 18h17.

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O técnico da Seleção Brasileira Feminina, Arthur Elias, classificou a realização da Copa do Mundo de 2027 no Brasil como um "prêmio" para a América do Sul.

Em entrevista concedida à AFP neste domingo, 25, durante o lançamento da marca oficial do Mundial no Rio de Janeiro, o treinador de 44 anos afirmou que o torneio simboliza a superação de décadas de preconceito.

"Acho que um prêmio para um continente que é apaixonado por futebol. A América do Sul é um povo que ama o futebol e que por muito tempo discriminou e afastou as mulheres do futebol", comentou o treinador.

O Brasil, que proibiu o futebol feminino por lei entre 1941 e 1979, será a primeira nação sul-americana a sediar a competição.

Elias destacou que o cenário mudou drasticamente nos últimos anos com o aumento de investimentos dos clubes e da CBF. Para o comandante, o torneio em solo brasileiro será o catalisador necessário para acelerar o desenvolvimento de categorias de base e formação de atletas, aproximando o Brasil das potências globais como Estados Unidos e Alemanha.

"Aqui no Brasil muitas ações foram feitas, os clubes investindo, a CBF, os campeonatos em um nível cada vez maior. Tenho certeza de que a gente vai fazer uma grande Copa dentro e fora de campo."

Olho na taça e o futuro de Marta

Otimista, o treinador acredita que o fator casa aumenta consideravelmente as chances de um título inédito. Ele citou o exemplo de Amanda Gutierres, que recentemente se tornou a sul-americana mais cara da história ao ser transferida por US$ 1,1 milhão para os EUA, como prova do novo patamar das atletas brasileiras.

"É uma excelente atacante, uma excelente jogadora. Ela está no momento agora de adaptação ao novo clube. Então é sempre um desafio para jogadoras quando elas trocam de clube, ainda mais quando troca de país. Uma liga forte, um clube novo no cenário e eu desejo todo sucesso para ela", disse ele.

Sobre a presença de Marta no Mundial de 2027, Arthur Elias manteve o mistério, mas deixou as portas abertas. A "Rainha", atualmente com 39 anos, segue nos planos do treinador enquanto mantiver o alto nível técnico. "Conto com ela, mas isso nem ela sabe, nem eu. É só com o tempo que a gente vai saber lá na frente", ponderou.

A Seleção chega embalada pelo título da Copa América em 2025 e por vitórias expressivas em amistosos recentes contra Japão, Inglaterra e as atuais campeãs olímpicas, as americanas. Elias defendeu ainda a criação da Liga das Nações da Conmebol como ferramenta essencial para dar visibilidade e competitividade aos países vizinhos, garantindo que o futebol sul-americano cresça de forma integrada até o início do torneio.

(Com AFP)

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