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Claude prevê campeã da Copa do Mundo 2026 após 10 mil simulações

Modelo do Claude combinou ranking Fifa, histórico em Copas e desempenho recente para chegar a uma conclusão que vai incomodar o torcedor brasileiro

Copa do Mundo: IAs preveem quem deve levar a taça no torneio  (Imagem gerada por IA)

Copa do Mundo: IAs preveem quem deve levar a taça no torneio (Imagem gerada por IA)

Publicado em 2 de junho de 2026 às 05h11.

A nove dias do início da Copa do Mundo, a EXAME pediu ao Claude — assistente de inteligência artificial da Anthropic — que construísse um modelo matemático completo para prever o campeão de 2026.

A instrução foi para que a IA criasse um índice de força para cada uma das 48 seleções, simular o torneio inteiro 10 mil vezes e apontar quem levanta a taça com mais frequência.

O modelo do Claude priorizou dois fatores acima dos demais: histórico em Copas do Mundo, com peso de 22%, e desempenho recente, com 20%. A lógica por trás dessa escolha é que Copas são torneios de pressão acumulada e seleções que não têm tradição de mata-mata tendem a desmoronar quando a pressão chega.

Com essa calibração, o campeão que emerge nas simulações é a França.

A seleção francesa combina os dois fatores que o modelo do Claude mais valoriza: dois títulos mundiais, campanhas consistentes nas últimas edições e desempenho recente sólido, com média superior a dois gols marcados e menos de um sofrido por partida nos últimos dois anos.

O Brasil aparece na sexta posição — não por falta de elenco, mas por duas variáveis que o modelo penaliza com clareza.

A campanha nas Eliminatórias sul-americanas foi a pior do Brasil no formato atual, terminando em quinto lugar.

E Carlo Ancelotti ainda não consolidou uma identidade tática reconhecível. Esses dois dados puxam o índice brasileiro para baixo da França, da Espanha, da Argentina, da Inglaterra e de Portugal.

No Grupo C, com Marrocos, Escócia e Haiti, o modelo estima mais de 90% de probabilidade de o Brasil avançar. O risco aparece nas oitavas, onde a Holanda é o adversário projetado. Nas quartas, o percurso modal do Brasil termina, diante de França ou Espanha.

A probabilidade de título calculada pelo Claude fica em torno de 12%, colocando o Brasil em sexto entre os favoritos, atrás de cinco seleções que, segundo o modelo, chegam ao torneio mais preparadas.

Modelo matemático · 10.000 simulações
Top 10 favoritos — Copa do Mundo 2026
Probabilidade de título calculada por Claude, ChatGPT, Gemini e Perplexity

Seleção
Claude
ChatGPT
Gemini
Perplexity

1
🇫🇷
França
Favorita em todos os modelos
~17%
16,78%
16,78%
7,56%

2
🇪🇸
Espanha
Diferença de décimos para a França
~17%
16,00%
16,00%
7,53%

3
🇦🇷
Argentina
Campeã em 2022; 3ª no ranking FIFA
~12%
8,58%
8,58%
7,45%

4
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿
Inglaterra
4º no ranking FIFA; elenco de €1,3 bi
~11%
10,80%
10,80%
7,04%

5
🇵🇹
Portugal
5º no ranking FIFA; elenco profundo
~9%
9,06%
9,06%
6,24%

6
🇧🇷
Brasil
Grupo C · Percurso modal: quartas de final
~12%
8,00%
8,00%
7,30%

7
🇩🇪
Alemanha
4 títulos; desempenho recente irregular
~5%
5,40%
5,40%

8
🇳🇱
Holanda
Principal obstáculo do Brasil nas oitavas
~4%
3,76%
3,76%
5,80%

9
🇧🇪
Bélgica
Geração de ouro em declínio
~3%
2,60%
2,60%
6,23%

10
🇭🇷
Croácia
Vice em 2018; 11º no ranking FIFA
~2%
2,02%
2,02%

Metodologia: Cada plataforma construiu um Índice de Força da Seleção (IFS) com pesos próprios para ranking FIFA, desempenho recente, força ofensiva e defensiva, elenco e histórico em Copas. O torneio foi simulado 10.000 vezes por cada IA. Os números do Claude são aproximados por faixa; ChatGPT e Gemini usaram a mesma calibração; Perplexity deu peso maior ao desempenho recente, comprimindo as probabilidades absolutas. Traço (—) indica seleção fora do top 10 daquela plataforma. Ranking FIFA: 1º de abril de 2026.

O percurso brasileiro

No Grupo C, com Marrocos, Escócia e Haiti, os modelos estimam entre 88% e 92% de probabilidade de o Brasil avançar. Marrocos — semifinalista em 2022 e oitavo no ranking Fifa de abril de 2026 — é o único adversário da fase de grupos classificado como risco real, com probabilidade de vitória brasileira entre 52% e 58%.

O problema começa depois. Se o Brasil terminar em primeiro no Grupo C, enfrenta o segundo colocado do Grupo F nas oitavas — onde estão Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Nas quartas, o adversário projetado pertence ao bloco de França, Espanha, Inglaterra ou Portugal. É ali que o percurso modal brasileiro termina nos quatro modelos.

A probabilidade de título oscila entre 7,30% e 12% dependendo da plataforma.

Como funcionam os modelos?

Todas as IAs partiram de uma estrutura comum: um índice ponderado que combina variáveis mensuráveis, como ranking Fifa, desempenho recente, força ofensiva, força defensiva, valor de mercado do elenco e histórico em Copas do Mundo.

Com esse índice calculado para cada seleção, a probabilidade de vitória em qualquer jogo é determinada pela razão entre os índices dos dois times.

Depois, o torneio inteiro é simulado 10 mil vezes, e a frequência com que cada seleção levanta a taça vira a probabilidade de título.

A divergência entre as IAs está nos pesos de cada variável, e essa diferença de calibração explica por que os números finais variam, mesmo partindo dos mesmos dados de base.

O ChatGPT e o Gemini deram peso maior ao ranking Fifa (0,22) e ao elenco (0,19), tratando a profundidade do time como fator dominante.

O Perplexity inverteu a hierarquia e colocou desempenho recente como variável central (0,25), com histórico reduzido a 10% — a lógica de que o que aconteceu em 2002 importa menos do que o que aconteceu em 2024.

O Claude priorizou histórico (0,22) e desempenho recente (0,20) em conjunto, apostando que Copas são torneios de pressão acumulada e que só seleções com tradição de mata-mata sabem administrar esse ambiente.

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