Repórter
Publicado em 26 de maio de 2026 às 17h52.
A Cidade do México prepara uma ação para tentar entrar no Guinness Book poucos dias antes da abertura da Copa do Mundo de 2026, que terá o Estádio Azteca como palco da partida entre México e África do Sul, marcada para o dia 11.
A proposta da prefeitura é organizar “a maior ola do mundo”, movimento tradicional das torcidas em estádios de futebol.A iniciativa foi anunciada pela chefe de governo da capital mexicana, Clara Brugada, que convocou voluntários para participar da mobilização coletiva. O evento ocorrerá na Avenida Paseo de la Reforma e terá ensaios programados a cada 15 minutos, a partir das 9h.
Inicialmente prevista para o dia 31 de maio, a atividade foi remarcada para 6 de junho. Para participar, os interessados precisarão preencher um formulário eletrônico e concluir o credenciamento na chegada ao local, que contará com diferentes pontos de acesso.
“O objetivo é fazer história, estabelecendo o recorde mundial oficial do Guinness para a maior onda humana do mundo. A Onda Chilanga visa reunir milhares de pessoas em uma ação coletiva massiva e perfeitamente sincronizada, transformando-se em uma espetacular maré humana que fluirá pela Avenida Paseo de la Reforma até a Fuente de la República (Fonte da República), também conhecida como Caballito de Sebastián (Cavalo de Sebastião), no cruzamento da Paseo de la Reforma com a Avenida de la República. O evento se tornará uma celebração da inclusão, da fraternidade e da diversidade. Assim, a metrópole acolhe visitantes de todos os países, culturas, identidades de gênero e comunidades urbanas. Participantes locais e internacionais, famílias inteiras, pessoas com deficiência, comunidades indígenas e a comunidade LGBTQ+ demonstrarão mais uma vez ao mundo que a Cidade do México é um espaço seguro e acolhedor. Juntos, numa celebração que apaga todas as fronteiras”, informa a descrição publicada no site do Governo da Cidade do México.
Segundo a administração local, a chamada “ola” surgiu durante a Copa do Mundo de 1986, realizada no México. Por isso, o evento também marca os 40 anos da manifestação coletiva associada aos estádios de futebol.
Os organizadores informaram que será proibida a entrada com faixas, lonas e materiais de publicidade ou promoção comercial. Em contrapartida, os participantes poderão utilizar camisetas, uniformes, acessórios e itens que representem escolas, coletivos, profissões ou expressões artísticas.
A prefeitura da Cidade do México ainda não divulgou a estimativa de público necessária para oficializar o recorde no Guinness Book.