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Agentes de IA: esquema mostra como orquestrador, skills, tools e MCP conectam solicitações a dados e modelos. (Adobe Stock)
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 17h30.
No artigo “Qual é o papel da Inteligência Artificial no setor elétrico?”, discutimos como os agentes de inteligência artificial (IA) deixaram de apenas gerar texto e passaram a executar ações. Agora abrimos essa caixa-preta para entender, de forma simples, como um agente decide o que fazer — e, para exemplificar, como a PSR aplica isso em seus modelos computacionais.
É essa capacidade que está por trás dos agentes de IA: sistemas que conseguem interpretar uma solicitação, planejar o que fazer e executar ações. Mas, afinal, como isso funciona? E o que permite que uma IA interaja com dados, modelos e programas computacionais?
Um agente de IA eficaz é formado por três elementos que atuam de forma coordenada. O primeiro é o orquestrador: o modelo de linguagem responsável por interpretar a solicitação do usuário, planejar as etapas necessárias e decidir quais ações executar. Pense nele como um maestro que rege uma orquestra.
Só que um maestro não faz uma orquestra sozinho: precisa de partitura e de instrumentos. A partitura é o papel das Habilidades (Skills). As skills são conjuntos de instruções que funcionam como uma “receita de bolo” e ensinam o agente a realizar tarefas específicas, como por exemplo editar um caso de estudo ou analisar resultados. Os instrumentos são o papel das Ferramentas (Tools), funções que executam essas tarefas na prática: consultar dados, alterar parâmetros, iniciar uma simulação.
Para executar algumas dessas tarefas, o agente muitas vezes precisa acessar sistemas externos ao modelo de IA, como bancos de dados ou aplicações que trazem informações em tempo real sobre o setor elétrico. Para padronizar essa comunicação, surgiu o Model Context Protocol (MCP). O MCP é um protocolo aberto que conecta agentes de IA a diferentes sistemas externos. Ele funciona como um conector universal, que permite ao agente conectar-se a diferentes aplicações com um protocolo único e padronizado.
Elementos de um agente de IA: a orquestração entre instruções (Skills) e ferramentas (Tools) até a resposta final. [Fonte: autores]
Exemplo da orquestração completa: o uso de Habilidades (Skills) e Ferramentas (Tools) e o acesso às bases de dados da operação do sistema elétrico brasileiro, que culminam na resposta ao usuário. [Fonte: autores]
A próxima figura ilustra as categorias de ferramentas MCP, agrupadas conforme a funcionalidade que desempenham.
Principais capacidades das ferramentas MCP desenvolvidas para a análise de estudos energéticos. [Fonte: autores]
O verdadeiro avanço não está apenas em conversar com a IA, mas em permitir que ela execute tarefas de forma confiável sobre sistemas já utilizados pelas empresas. Habilidades (Skills), Ferramentas (Tools) e MCP são os componentes que tornam essa integração possível e abrem caminho para uma nova forma de interação com programas computacionais.