#NãoVolte: cuidar dos oceanos é dever das empresas, diz Boticário

As embalagens estão poluindo os mares e cabe às empresas inovar para resolver a questão, escreve Eduardo Fonseca, diretor de assuntos institucionais

Certa vez li uma matéria que me causou um misto de preocupação, angústia e inconformismo. Em resumo, especialistas estimam que até 2050, haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes, visto que hoje, cerca de 90% das aves marinhas já comeram plástico uma vez na vida. A informação é da Fundação Ellen MacArthur Foundation, instituição que trabalha para construir um futuro positivo por meio da economia circular.

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Este dado, de fato, nos causa espanto. Porém, acredito que devemos encará-lo como mais um chamado para entendermos que não podemos recuar nos esforços para garantir um mundo saudável para as futuras gerações. Há muito o que se fazer para conscientizar indústrias, lideranças e a sociedade como um todo, sobre como o consumo e produção responsável e a reciclagem precisam estar inseridas nas rotinas de cada cadeia. E, para começar essa conversa, devemos passar pelo principal responsável pela poluição dos biomas e do oceano: o plástico.

De todos os resíduos gerados pela sociedade, é o plástico o que mais impacta a vida natural no planeta. E, por quê? O rápido descarte aumenta o excedente de plásticos sem coleta. Além disso, é um material que pode demorar mais de 100 anos para decompor, devido sua resistência a fungos e bactérias. Para piorar, aproximadamente dois bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a sistemas de coleta de resíduos.

O uso per capita está em ascensão, sobretudo nos países em desenvolvimento. Com isso, o plástico virgem barato permite modificar a produção de um número crescente de produtos de baixo valor que não são recicláveis, aumentando o excedente de plásticos sem coleta. Por fim, o mundo ainda enfrenta uma pandemia desconhecida o que aumentou significativamente a demanda por bens de consumo com embalagens plásticas descartáveis na tentativa de proteção contra o vírus.

Diante deste cenário, emerge a necessidade das empresas, governos e de toda a população unir esforços para cada um fazer a sua parte em torno de uma retomada sustentável. Por isso, como executivo e cidadão, convido-os a conhecerem e adotarem o movimento #NãoVolte, lançado as últimas semanas pela Rede Brasil do Pacto Global em prol de uma vida mais sustentável, com geração de desenvolvimento econômico com menos impacto para o planeta e para a biosfera.

É preciso angariar esforços para garantir que cidadãos tenham a cultura da reciclagem, todos os municípios contem com um serviço de coleta seletiva e que as indústrias se desafiem a desenvolver produtos e embalagens mais sustentáveis (incluindo menor impacto na água) e que possam substituir o uso do plástico e materiais que degradam o meio ambiente. Além disso, devem oferecer programas de reciclagem e iniciativas de conscientização e mobilização em prol do consumo consciente. Acredito que o investimento em inovação por meio de pesquisas e desenvolvimento deve ser um dos pilares de toda empresa que de fato se preocupe com futuro.

Acima de tudo, devemos expandir os olhares para fora de nossas casas, apartamentos e local de trabalho e compreendermos a importância do Oceano para a sobrevivência da espécie humana e de todos os seres vivos do planeta.

O recado deste manifesto é claro, assim como o meu apelo. Não podemos voltar ao mundo de antes. É hora de trazer processos que gerem impactos positivos no planeta e benefícios perenes, seja na terra, seja no mar.

Eduardo Imperatriz Fonseca é conselheiro da Rede Brasil do Pacto Global e diretor de assuntos institucionais do Grupo Boticário

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#NãoVolte

A campanha #NãoVolte é uma iniciativa da Rede Brasil do Pacto Global para que o mundo não volte ao normal após a pandemia. Para saber mais, acesse este link e assista ao vídeo: 

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