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Mercado de energia solar no Brasil encolhe 29% em 2025, aponta Absolar

Dados mostram queda na potência instalada e redução de 40% nos investimentos no período, impulsionada por cortes de geração e barreiras de conexão à rede

Atualmente, a fonte solar responde por 24,5% da potência da matriz elétrica (fokkebok / Envato.)

Atualmente, a fonte solar responde por 24,5% da potência da matriz elétrica (fokkebok / Envato.)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 14h00.

O mercado brasileiro de energia solar fotovoltaica registrou uma retração expressiva em 2025, com uma queda de 29% na potência nova instalada em relação ao ano anterior.

É o que revela um levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). No último ano, foram adicionados 10,6 gigawatts (GW), ante os 15 GW de 2024.

A retração também foi acentuada nos investimentos, que caíram de R$ 54,9 bilhões em 2024 para R$ 32,9 bilhões nos últimos 12 meses, uma redução de 40% entre os períodos.

Segundo a ABSOLAR, a desaceleração é resultado de uma combinação de fatores. Para as grandes usinas, os recorrentes cortes de geração sem o devido ressarcimento financeiro têm causado prejuízos e desincentivado novos projetos.

Já na geração distribuída – que inclui sistemas em telhados e pequenos terrenos –, o principal obstáculo tem sido a dificuldade de conexão à rede, com muitas distribuidoras alegando incapacidade técnica ou limitando novas adesões devido à inversão de fluxo de potência.

Além disso, o setor enfrentou um cenário macroeconômico adverso, com custo elevado de capital, alta volatilidade do dólar e alíquotas de imposto de importação que impactaram diretamente a viabilidade de novos investimentos.

Impacto e resiliência do setor solar

Apesar da queda, o setor ainda gerou mais de 319,8 mil empregos verdes em 2025 e mantém números expressivos em retrospecto. Desde 2012, a energia solar já atraiu mais de R$ 282,6 bilhões em investimentos acumulados e criou mais de 1,9 milhão de empregos no Brasil.

Atualmente, a fonte solar responde por 24,5% da potência da matriz elétrica nacional, consolidando-se como a segunda maior do país, com 63,7 GW de capacidade operacional. Desse total, 43,7 GW são de geração distribuída e 20 GW de usinas de grande porte.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, mesmo diante da retração, a energia solar mantém papel fundamental no fornecimento de energia limpa e competitiva. “Esse cenário reforça a importância de o setor avançar em inovação, eficiência e novos modelos de negócios. A combinação da geração solar com armazenamento em baterias é uma oportunidade estratégica para aumentar a segurança do sistema elétrico”, afirma.

Já o presidente do Conselho de Administração da entidade, Ronaldo Koloszuk, ressalta que a energia solar segue como tendência global irreversível. “O Brasil tem um dos melhores recursos solares do planeta e condições únicas para se tornar um hub global de energia limpa. O momento exige que as empresas se adaptem e explorem novas frentes, como o armazenamento de energia”, conclui.

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