ESG

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração de poço na Foz do Amazonas

Órgão impõe novas condicionantes após vazamento de fluido no poço Morpho, no Amapá

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 20h27.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou nesta quarta-feira, 4, a Petrobras a retomar a perfuração de seu primeiro poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. O aval, no entanto, foi condicionado ao cumprimento de novas exigências técnicas e operacionais.

A atividade estava suspensa desde 4 de janeiro, quando a estatal identificou a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Na ocasião do vazamento, a Petrobras informou que o fluido de perfuração utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos, é biodegradável e não ofereceu riscos ao meio ambiente ou às pessoas. O Ibama também destacou, à época, que o episódio não foi considerado grave nem representou risco ambiental.

Novas exigências da ANP

Em carta enviada à Petrobras, a ANP afirmou que a decisão levou em conta análises técnicas e a adoção de medidas mitigadoras propostas pela companhia, como a substituição de parte dos equipamentos. Segundo o órgão, a retomada das atividades só poderá ocorrer após o cumprimento integral das condicionantes estabelecidas.

Entre as exigências, a ANP determinou a substituição de todos os selos das juntas do riser (tubo), a apresentação de evidências de treinamento de todos os colaboradores envolvidos, a revisão do plano de manutenção preventiva e o uso das juntas de riser reserva apenas após o envio dos respectivos certificados de conformidade.

A agência informou ainda que iniciou, na última segunda-feira, uma auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda.

Licenciamento e críticas ambientais

O Ibama concedeu à Petrobras a licença para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas em 20 de outubro, após um processo iniciado em 2020. A estatal deu início à perfuração no mesmo dia.

O poço, com profundidade total de 7.081 metros, está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa.

A perfuração na região é alvo de críticas de ambientalistas, que apontam a elevada diversidade de fauna e flora marinha, a presença de extensas áreas de manguezais e comunidades indígenas ao longo da costa como fatores de sensibilidade ambiental.

*Com informações do Globo

Acompanhe tudo sobre:AmazonasPetrobrasANP

Mais de ESG

Presidente da COP31, Austrália avança em casa e supera 50% de energias renováveis

Parceria da Zurich e rede Origens Brasil movimenta R$ 35 milhões com bioeconomia amazônica

Cientistas criam 'gêmeo digital' da Terra para análises climáticas

Onda de calor pode atingir 42°C no Sul e coloca 511 municípios em alerta