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300 toneladas de CO2 evitadas: projeto da ICONIC transforma óleo usado para descarbonização

Em menos de um ano, a joint venture de Ipiranga e Chevron já fechou 20 contratos e mira expansão para Norte e Nordeste com modelo inédito de rerrefino

A ICONIC, joint venture de Ipiranga e Chevron, estrutura a coleta e destinação do óleo lubrificante usado para rerrefino (Divulgação)

A ICONIC, joint venture de Ipiranga e Chevron, estrutura a coleta e destinação do óleo lubrificante usado para rerrefino (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 11 de maio de 2026 às 06h00.

Todo motor em operação na indústria gera um resíduo invisível para a maioria das empresas, mas com peso real no balanço ambiental e jurídico: o óleo lubrificante usado e contaminado .

Depois de cumprir sua função em máquinas, frotas e equipamentos, esse líquido precisa de destinação obrigatória pela legislação. Se descartado de forma incorreta, pode contaminar solo, água e ar.

Segundo estimativas do setor, um único litro tem potencial de poluir até um milhão de litros de água. Quando encaminhado corretamente ao rerrefino, o impacto se inverte: o processo reduz em sete vezes as emissões de gases de efeito estufa, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Por muito tempo, lidar com esse passivo foi tarefa fragmentada: múltiplos coletores, documentações dispersas, obrigações regulatórias e nenhuma visibilidade sobre o destino final do material.

A ICONIC, joint venture de Ipiranga e Chevron no segmento de lubrificantes, graxas e fluidos, decidiu reorganizar essa cadeia e passou a transformar o que era um problema em oportunidade.

Lançado no último trimestre de 2025, o Projeto Renovar estrutura a logística reversa do óleo lubrificante de ponta a ponta.

Em menos de um ano de operação, já reúne cerca de 20 contratos ativos em São Paulo e Minas Gerais, considerando diferentes unidades operacionais de clientes.

Desde o início, evitou a emissão de aproximadamente 300 toneladas de CO₂ — resultado que, segundo a empresa, será ampliado com a escala do projeto.

"O Renovar nasce estruturado, pensado para fechar o ciclo do lubrificante de forma eficiente, segura e alinhada à legislação", afirma Wellington Ziegler, gerente de projetos comerciais da ICONIC, em entrevista à EXAME.

O diferencial está na integração entre conformidade ambiental, rastreabilidade e incentivo econômico. A cada coleta realizada dentro do programa, as empresas que usam o produto recebem cashback para a compra dos novos lubrificantes, além de relatórios de sustentabilidade e acesso a uma calculadora de impacto ambiental para comprovar os ganhos gerados pela destinação correta do óleo.

"Transformamos uma obrigação ambiental em benefício econômico. O cliente passa a lidar com um único interlocutor, ganha previsibilidade e consegue comprovar o impacto positivo da destinação correta", destaca Ziegler.

Impacto inicial e expansão

Com os primeiros resultados consolidados, o próximo passo é escala e a companhia já mira novas regiões fora do Sudeste.

A proposta também reposiciona a ICONIC dentro da cadeia sem competir com os agentes já existentes. "O foco não é substituir o mercado, mas estruturar uma solução que gere eficiência operacional, segurança jurídica e confiabilidade para todos os envolvidos", reforça o executivo.

Na prática, a companhia não realiza a coleta diretamente, mas atua como gestora do processo: coordena coletores homologados, centraliza contratos, cuida da documentação ambiental e garante que o material chegue a reciclagem e retorne ao ciclo produtivo.

A última etapa é a de rerrefino, processo industrial que remove impurezas e metais do óleo usado e o transforma em óleo base de alta performance, pronto para voltar à cadeia como um novo lubrificante. 

A expectativa para 2026 é consolidar a operação e expandir o projeto para o Norte e Nordeste, regiões com alto potencial de geração do óleo e ainda carentes de estruturas organizadas de logística reversa.

O Renovar integra uma agenda mais ampla de sustentabilidade do negócio, que inclui iniciativas como o uso de biometano na logística entre Rio de Janeiro e São Paulo, eletrificação de empilhadeiras e operação com 100% de energia limpa em suas plantas.

"O crescimento é planejado, consistente e responsável, sempre priorizando qualidade operacional e escala sustentável", conclui Ziegler.

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