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Vendas e preços de imóveis estão em ritmo menor

Índice que apura a porcentagem de vendas sobre o total de unidades ofertadas recuou 14,8% e ficou em 9,8%, contra os 11,5% de maio de 2021
 (Mailson Pignata/EyeEm/Getty Images for National Geographic Magazine)
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Esfera BrasilPublicado em 01/08/2022 às 09:00.

A evolução de venda de imóveis residenciais novos em São Paulo, conforme boletim do Secovi-SP, e a contínua elevação de preços, registrada pelo DataZap+, mostram que o mercado imobiliário mantém a retomada iniciada após 2019, depois de amargar um período de retração desde 2016. Mas há uma defasagem de preços em relação à inflação e uma redução no ritmo de vendas que podem indicar o fim do efeito dos juros baixos que beneficiaram o setor.

Segundo o Secovi-SP, de junho de 2021 a maio de 2022, houve um aumento de 14,9% nas vendas em relação ao período anterior. Foram 69.614 unidades comercializadas agora contra as 60.602 vendidas entre junho de 2020 a maio de 2021. Em maio de 2022, foram vendidas 6.838 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, 16,2% mais que em maio de 2021.

Por outro lado, o ritmo de vendas caiu. O VSO (Vendas Sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas sobre o total de unidades ofertadas, recuou 14,8% e ficou em 9,8%, contra os 11,5% de maio de 2021. Em 12 meses (junho de 2021 a maio de 2022) a proporção foi de 53,7%, abaixo dos 57,8% do período anterior (junho de 2020 a maio de 2021).

PREÇOS

O índice FipeZap+, baseado em preços de venda de imóveis residenciais anunciados em 50 cidades brasileiras, mostra uma alta de 0,47% em junho, após avançar 0,41% em maio de 2022. Avanço menor que o IGP-M/FGV, de 0,59%, e menor que a prévia da inflação para junho do IPCA-15/IBGE, de 0,69%. Em São Paulo, o reajuste de preços de imóveis foi de 0,24%.

Desde 2014, a variação de preços de venda de imóveis não superam a inflação do IPCA em termos anuais, lembra Pedro Tenório, economista do DataZap+, empresa que desenvolve o índice com a Fipe. A crise de 2015/2016 foi bastante forte para o mercado imobiliário. Como o setor conta com longos ciclos para planejamento, construção e venda, os efeitos da crise se prolongaram. Em 2019, começa uma tímida recuperação das vendas, que foi consolidada em 2020 com as taxas de juros de financiamentos imobiliários mais baixas. 

O ano seguinte, lembra Tenório, é marcado pelo aumento dos preços de imóveis e maior atividade no setor. Os dados de concessão de crédito do Banco Central do Brasil (BCB) mostram aumento de 50% em 2021 em relação a 2020 em todo o país. Como reflexo, o FipeZAP+ Brasil acelerou no ano, saindo de 3,7% em 2020 para 5,3% em 2021.

O aumento de preço foi o resultado do aumento da demanda por imóveis no período. Mas o principal motor que aqueceu esta demanda foi o baixo nível das taxas de juros de financiamentos imobiliários. Agora, segundo o economista, o ritmo menor dos reajustes na média das 50 cidades acompanhadas pelo índice já pode ser reflexo de uma ligeira retração no mercado em 2022.  

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