Putin avalia papel dos Brics para resolver problemas no mundo

O presidente russo destacou a consolidação comecial entre os cinco parceiros do grupo e a resolução de problemas de forma coletiva

Johanesburgo - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, avaliou nesta quinta-feira em Johanesburgo o papel do bloco de potências emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para "resolver problemas" no mundo.

Durante seu discurso no plenário da 10ª Cúpula dos Brics, Putin destacou a "parceria estratégica" entre os membros do grupo para "reagir de maneira conjunta" a desafios como o terrorismo e o crime organizado.

O presidente russo ressaltou que o bloco tem um papel "único na economia global, pois conta com o maior mercado do mundo".

"Os países dos Brics estão resolvendo problemas de forma coletiva", afirmou o chefe do Kremlin, defendendo o impulsionamento de uma "consolidação do comércio" entre os cinco parceiros do grupo.

Além disso, Putin ressaltou a importância do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), entidade de fomento criado pelos Brics em 2014 para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentado, tanto nos países-membros como em outras economias emergentes.

"O NBD tem se expandido rapidamente", disse o presidente russo, ao defender a abertura de escritórios regionais da entidade, como a que se espera inaugurar no Brasil para o continente americano, iniciativa à qual deu seu "apoio".

Putin expressou seu desejo de contar na Rússia com um "futuro escritório" do NBD, que tem sua sede central em Xangai (China).

Além disso, Putin ressaltou a importância da chamada "quarta revolução industrial" ou revolução digital no âmbito dos Brics, que se converteu em uma "prioridade" para seu país.

A reunião dos Brics - que representam pouco mais de 40% da população mundial e 23% do Produto Interno Bruto do planeta - acontece em um contexto internacional marcado pela política unilateral e protecionista dos EUA, enfoque não compartilhado pelo bloco, mais partidário do multilateralismo.

No entanto, Putin não se referiu hoje a esse espinhoso assunto, diferente de outros líderes como os presidentes da China, Xi Jinping; África do Sul, Cyril Ramaphosa; e Brasil, Michel Temer.

O presidente russo chegou hoje ao Aeroporto Internacional OR Tambo de Joanesburgo, um dia depois de a cúpula começar, e fez a foto oficial do evento junto com seus quatro parceiros, todos sorridentes e unidos em um aperto de mãos.

Putin tem prevista para hoje uma reunião bilateral com seu colega da Argentina, Mauricio Macri, convidado na qualidade de presidente de turno do Grupo dos Vinte (G20).

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