Aumento do querosene: cada elevação de US$ 1 por galão no preço do QAV, as passagens podem subir cerca de 10% (Leandro Fonseca/Exame)
Publicado em 1 de abril de 2026 às 10h15.
Última atualização em 1 de abril de 2026 às 10h20.
A Petrobras elevou nesta quarta-feira, 1, o preço do querosene de aviação (QAV), combustível das companhias aéreas em 55%. Os novos valores foram publicados no site da companhia e é o quatro reajuste nos preços neste ano.
O aumento ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional em decorrência da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O Grupo Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, sinalizou ontem, em teleconferência de resultados, que a Petrobras havia anunciado que elevaria os preços em cerca de 55%.
Como mostrou a EXAME, o aumento deve impactar diretamnete no bolso do consumidor brasileiro. O combustível representa em torno de 30% dos custos de uma companhia aérea e deve impactar o preço das passagens. Ainda mais num momento em que as empresas se reestruturam financeiramente.
Especialistas ouvidos afirmam que a cada elevação de US$ 1 por galão no preço do QAV, as passagens podem subir cerca de 10%. A Azul já anunciou que elevou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo das últimas três semanas.
Como reação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou proposta ao Ministério da Fazenda, à Casa Civil da Presidência da República, ao Ministério de Minas e Energia e à Petrobrás com medidas voltadas à redução dos impactos da elevação do preço internacional do petróleo sobre o setor aéreo.
Segundo nota, o documento, elaborado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), as sugere a redução da alíquota do PIS/Confins sobre o QAV, a redução da alíquota do IOF incidente sobre empresas aéreas e a redução da alíquota de imposto de renda incidente sobre o leasing das aeronaves.
Aqui está a transcrição considerando apenas Local, Modalidade, 01.03.2026, 01.04.2026 e a variação percentual:
| Local | Modalidade | 01.03.2026 | 01.04.2026 | Aumento (%) |
|---|---|---|---|---|
| Manaus (AM) | LPA | 3.546,90 | 5.495,30 | 54,93% |
| Manaus (AM) | LPA | 3.450,60 | 5.379,20 | 55,89% |
| Belém (PA) | ETM | 3.536,90 | 5.481,10 | 54,96% |
| São Luís (MA) | ETM | 3.450,60 | 5.379,20 | 55,89% |
| Fortaleza (CE) | ETM | 3.536,90 | 5.481,10 | 54,96% |
| Ipojuca (PE) | ETM | 3.458,00 | 5.403,30 | 56,25% |
| Ipojuca (PE) | LPA | 3.553,00 | 5.498,30 | 54,76% |
| Betim (MG) | LPA | 3.633,40 | 5.607,40 | 54,31% |
| Betim (MG) | LPT | 3.651,10 | 5.625,10 | 54,06% |
| Duque de Caxias (RJ) | LPA | 3.579,30 | 5.552,60 | 55,13% |
| Paulínia (SP) | EXA | 3.631,20 | 5.614,60 | 54,64% |
| Paulínia (SP) | LPA | 3.633,50 | 5.616,90 | 54,60% |
| Guarulhos (SP) | LPA | 3.631,40 | 5.615,50 | 54,65% |
| Guarulhos (SP) | LCT | 3.633,70 | 5.617,80 | 54,60% |
| Araucária (PR) | LPA | 3.642,50 | 5.620,40 | 54,31% |
| Canoas (RS) | LPA | 3.711,10 | 5.693,90 | 53,43% |
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