Economia

Medo do desemprego cai e satisfação com a vida aumenta, aponta CNI

De acordo com a pesquisa, a maior queda no medo do desemprego foi verificada entre pessoas com menor escolaridade e renda

Desemprego: medo do desemprego é maior entre os moradores da região Nordeste (Mario Tama/Getty Images)

Desemprego: medo do desemprego é maior entre os moradores da região Nordeste (Mario Tama/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 3 de outubro de 2019 às 12h20.

O Índice de Medo do Desemprego caiu 1,1 ponto, depois de dois aumentos consecutivos, e ficou em 58,2 pontos em setembro, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 3, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa é trimestral, então a base de comparação é junho. O indicador varia de zero a 100 pontos e quanto maior o índice, maior o medo do desemprego.

Com essa queda, o indicador está 7,5 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado, mas ainda continua acima da média histórica que é de 50,1 pontos.

De acordo com a pesquisa, a maior queda no medo do desemprego foi verificada entre pessoas com menor escolaridade e renda.

"O medo do desemprego diminuiu porque há uma melhora, modesta mas gradual, no mercado de trabalho. Isso aumenta o sentimento de segurança nas pessoas", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo em nota divulgada pela entidade.

Por região, o medo do desemprego é maior entre os moradores da região Nordeste, onde o indicador chegou a 69,7 pontos. Segundo a pesquisa, a região foi a única a registrar aumento do indicador em setembro. A região Sul é onde o medo do desemprego é menor, onde o índice ficou em 47,7 pontos em setembro. No Sudeste, o indicador ficou em 58,5 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, em 49,3 pontos.

A pesquisa da CNI também traz o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. Em setembro, esse índice de satisfação alcançou 69 pontos, 1,6 pontos acima do de junho. O indicador ainda está abaixo da média histórica de 69,6 pontos. Apesar disso, a satisfação com a vida aumentou em todas as regiões do País, sendo maior no Sul, com 71 pontos.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 12 municípios entre os dias 19 e 22 de setembro.

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