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Importações e exportações chinesas caem em dezembro

No conjunto de 2022, as exportações do gigante asiático cresceram 7%, o que representa uma forte desaceleração em comparação à alta de 29,9% do ano anterior

China: A segunda maior economia do mundo ainda sofre o impacto de seus anos de política de "covid zero" (AFP/AFP Photo)

China: A segunda maior economia do mundo ainda sofre o impacto de seus anos de política de "covid zero" (AFP/AFP Photo)

A
AFP

13 de janeiro de 2023, 11h11

Afetadas pelas restrições sanitárias decorrentes da covid-19, as exportações chinesas registraram em dezembro passado sua queda mais acentuada desde 2020, de 9,9%, na comparação com o ano anterior — conforme dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (13).

A Alfândega chinesa informou que as importações também sofreram uma contração, com variação de -7,5% em relação a dezembro de 2021.

No conjunto de 2022, as exportações do gigante asiático cresceram 7%, o que representa uma forte desaceleração em comparação à alta de 29,9% do ano anterior.

A segunda maior economia do mundo ainda sofre o impacto de seus anos de política de "covid zero", os quais afetaram os negócios e as cadeias de suprimentos, assim como o consumo.

Em dezembro, a China começou a suspender a maioria de suas estritas medidas sanitárias e, desde então, enfrenta um grande aumento do número de casos de covid-19.

A queda das exportações em dezembro marcou o segundo mês consecutivo de números negativos, após registrarem um recuo de 8,7% entre novembro de 2021 e 2022. As importações também tiveram seu segundo mês de queda, que chegou a -10,6% em novembro.

Combinada com o aumento dos preços da energia, a ameaça de recessão nos Estados Unidos e na Europa contribuiu para enfraquecer a demanda global por produtos chineses.

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