Economia

Desaceleração do Caged é boa para a inflação, diz Gradual

O Ministério do Trabalho divulgou nesta terça-feira, 24, que em maio foram criadas 58.836 vagas, o pior resultado para o mês em 22 anos


	Carteira de trabalho: economista da Gradual Investimentos disse que "não é uma torcida" pelo desemprego
 (Marcos Santos/USP Imagens)

Carteira de trabalho: economista da Gradual Investimentos disse que "não é uma torcida" pelo desemprego (Marcos Santos/USP Imagens)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de junho de 2014 às 17h13.

São Paulo - O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, afirmou que o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de maio pode ter um reflexo positivo para conter os preços e reduzir a inflação.

"Na medida em que forem criadas menos vagas, a taxa de desemprego tende a parar de cair e o salários tendem a parar de subir, o que vai impondo uma situação mais comportada para os preços", disse.

O Ministério do Trabalho divulgou nesta terça-feira, 24, que em maio foram criadas 58.836 vagas, o pior resultado para o mês em 22 anos.

O economista disse ainda que "não é uma torcida" pelo desemprego.

"Não estou falando que tem que aumentar o desemprego, mas que precisa parar de cair, pois com o menor poder de barganha os salários também vão ficar menores. É preciso que isso aconteça para controlar a inflação", reforçou. "A boa notícia é que está ruim", brincou.

De acordo com Perfeito, esse novo cenário deve começar a fazer parte da avaliação de mais economistas.

"Nas últimas pesquisas Focus vimos uma desaceleração do PIB sem queda de inflação, muito por conta do mercado de trabalho aquecido. Agora, com esse desaquecimento a tendência é que as projeções comecem a apontar para uma inflação em queda", explicou.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasInflaçãoEmpregosGradualCaged

Mais de Economia

Oriente Médio perderá US$ 4,3 bilhões em 2026 no setor aéreo, prevê Iata

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam